Mulher de 58 anos em acompanhamento na Unidade Básica de Saúde, apresentou valores pressóricos de 150 x 92 mmHg na primeira consulta e 154 x 96 mmHg na segunda, duas semanas depois, ambos aferidos com técnica adequada. A paciente relata dieta inadequada e sedentarismo. Não há lesões de órgão-alvo e o risco cardiovascular é baixo.
A pegadinha é a atualização: o PCDT de 2025 não manda medicar imediatamente todo grau 1 de baixo risco.
PA de 140 a 159 ou 90 a 99 mmHg corresponde a hipertensão grau 1 no adulto.
Quando a diretriz atual diverge da prova, preserve o gabarito, mas reconheça a mudança de conduta.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
As duas medidas, 150 por 92 e 154 por 96 mmHg, confirmam hipertensão arterial grau 1 pelo PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica do Ministério da Saúde de 2025, que classifica como grau 1 a pressão sistólica de 140 a 159 ou diastólica de 90 a 99 mmHg.
Há divergência entre o gabarito e o PCDT de 2025. O protocolo atual recomenda início imediato de medicamento para hipertensão grau 1 quando o risco cardiovascular é moderado ou alto ou existe lesão de órgão-alvo; para grau 1 com baixo risco e sem lesão de órgão-alvo, recomenda inicialmente tratamento não medicamentoso e reavaliação individualizada em 3 a 6 meses.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. MAPA pode esclarecer suspeita de hipertensão do avental branco ou discordância entre medidas, mas não é obrigatória quando há elevação persistente documentada com técnica adequada.
B) Correta (gabarito). É a resposta oficial da prova ao associar mudanças de estilo de vida e anti-hipertensivo. Contudo, para o perfil exato descrito, grau 1, baixo risco e sem lesão de órgão-alvo, o PCDT de 2025 favorece inicialmente medidas não farmacológicas, constituindo divergência explícita entre a referência atual e o gabarito.
C) Incorreta. A monitorização residencial pode complementar o cuidado, mas reavaliação em apenas duas semanas não corresponde ao intervalo de 3 a 6 meses proposto para baixo risco em manejo não medicamentoso.
D) Incorreta. Esta alternativa é incompatível com o gabarito fixo, embora descreva de forma mais próxima a recomendação do PCDT de 2025 para hipertensão grau 1 de baixo risco e sem lesão de órgão-alvo.