Traumatismo cranioencefálico

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Questão 19
UERJ · 2019

Condutor de moto estava sem capacete, quando sofreu um acidente. Populares o levaram até um grande hospital, onde foi diretamente encaminhado à sala de trauma. Ao exame clínico: abria os olhos ao ser chamado pelo nome, balbuciava palavras incompreensíveis e reagia localizando a dor; sinais vitais: FC = 106 bpm; PA = 100 x 80 mmHg; FR = 17 irpm; apresentava laceração em região parietoccipital esquerda, anisocoria, murmúrio vesicular universalmente audível sem ruídos adventícios, escoriações nos membros superiores, restante do exame físico sem alterações. Após o primeiro atendimento, foi realizada tomografia computadorizada de crânio, que evidenciou hematoma em forma de lua crescente, acompanhando a tábua e o parênquima encefálico lateralmente.

O diagnóstico tomográfico mais provável de ser encontrado no exame desse paciente é de hematoma:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A descrição tomográfica de coleção extra-axial em forma de crescente ou lua crescente, acompanhando amplamente a convexidade cerebral, é clássica de hematoma subdural. No trauma, o mecanismo mais habitual é ruptura de veias de ponte entre o córtex e os seios venosos durais.

Na tomografia sem contraste, o hematoma subdural agudo tende a ser hiperdenso e côncavo em direção ao cérebro. Como o sangue está no espaço subdural, a coleção pode atravessar linhas de sutura, ao contrário do hematoma epidural. Sua expansão, porém, é limitada por reflexões durais como foice e tentório. Hematomas crônicos tendem a tornar-se progressivamente menos densos.

A anisocoria no contexto de trauma e coleção intracraniana deve ser encarada como sinal de possível efeito de massa e herniação, exigindo avaliação neurocirúrgica imediata.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Hematoma epidural é tipicamente biconvexo ou lentiforme e costuma ser limitado pelas suturas. No trauma temporal clássico pode decorrer de lesão da artéria meníngea média.

B) Correta (gabarito). A coleção em crescente que acompanha a convexidade é o padrão tomográfico clássico do hematoma subdural. A origem traumática mais comum é ruptura de veias de ponte.

C) Incorreta. Hematoma subgaleal é extracraniano, situado entre a gálea aponeurótica e o periósteo. Não forma coleção extra-axial intracraniana acompanhando o parênquima cerebral.

D) Incorreta. Hemorragia subaracnoide distribui sangue pelos sulcos, fissuras e cisternas do espaço subaracnoide. Não produz a coleção homogênea em crescente descrita.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: crescente é subdural; lentiforme é epidural.

  • Subdural atravessa suturas, mas é limitado por reflexões durais.

  • No trauma, subdural costuma resultar de ruptura de veias de ponte.

  • Anisocoria associada a hematoma intracraniano sugere efeito de massa até prova em contrário.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Traumatismo cranioencefálico” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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