Condutor de moto estava sem capacete quando sofreu um acidente. Populares o levaram até um grande hospital, onde foi diretamente encaminhado à sala de trauma. Ao exame clínico: abria os olhos ao ser chamado pelo nome, balbuciava palavras incompreensíveis e reagia localizando a dor; sinais vitais: FC = 106 bpm; PA = 100 x 80 mmHg; FR = 17 irpm; apresentava laceração em região parietoccipital esquerda, anisocoria, murmúrio vesicular universalmente audível sem ruídos adventícios, escoriações nos membros superiores, restante do exame físico sem alterações. Após o primeiro atendimento, foi realizada tomografia computadorizada de crânio, que evidenciou hematoma em forma de lua crescente, acompanhando a tábua e o parênquima encefálico lateralmente.
Pegadinha central: localizar a dor vale 5, enquanto simples flexão ao estímulo vale 4.
Chamado verbal com abertura ocular corresponde a E3; sons incompreensíveis correspondem a V2.
Sempre registre a composição, E3V2M5, e não apenas o total 10.
Glasgow 10 é trauma moderado, mas anisocoria pode indicar hipertensão intracraniana e exige avaliação urgente independentemente da soma.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A Escala de Coma de Glasgow deve ser calculada separando abertura ocular, resposta verbal e resposta motora. A Brain Trauma Foundation recomenda avaliação estruturada e repetida da Glasgow no trauma cranioencefálico, preferencialmente após estabilização de via aérea, ventilação e circulação e antes de sedativos ou bloqueadores neuromusculares quando possível.
Assim, a pontuação é 10. Pela classificação usual da gravidade inicial do trauma cranioencefálico, escores de 13 a 15 correspondem a trauma leve, 9 a 12 a moderado e 3 a 8 a grave. Portanto, esse paciente está na faixa de trauma moderado, embora anisocoria seja um sinal de alarme independente da pontuação total.
A escala deve ser registrada preferencialmente pelos componentes, por exemplo E3V2M5, porque a mesma soma pode resultar de combinações neurológicas muito diferentes.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Glasgow 8 exigiria respostas piores em um ou mais componentes. O paciente abre os olhos ao som, emite sons e localiza a dor, somando mais que 8.
B) Incorreta. A soma não é 9. Localizar a dor vale M5, abertura ocular ao chamado vale E3 e sons incompreensíveis valem V2.
C) Correta (gabarito). E3 mais V2 mais M5 resulta em Glasgow 10. O cálculo deve ser feito componente por componente para evitar erro por impressão global do estado neurológico.
D) Incorreta. Glasgow 12 exigiria resposta verbal, ocular ou motora melhor do que a descrita. Não há dados que permitam aumentar nenhum dos três componentes.