Mulher de 26 anos comparece à consulta pré-natal apresentando sorologia para sífilis positiva. Após o tratamento com penicilina benzatina na dose recomendada,
Pegadinha central: gestante tratada para sífilis faz VDRL mensal, não trimestral.
Aumento de duas diluições, por exemplo de 1:4 para 1:16, sugere reinfecção ou falha terapêutica.
Tratar adequadamente as parcerias reduz a principal causa prática de novo aumento do título durante a gestação.
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Contexto
Na gestação, o tratamento adequado da sífilis deve ser seguido por monitoramento sorológico mais frequente do que na população geral. O Ministério da Saúde orienta realizar teste não treponêmico quantitativo, como VDRL ou RPR, mensalmente durante a gestação após o tratamento.
O objetivo não é esperar negativação imediata. O seguimento busca documentar tendência de queda dos títulos, identificar falha terapêutica e, principalmente, detectar reinfecção. Aumento de pelo menos duas diluições, equivalente a quatro vezes o título, de forma sustentada, sugere reinfecção ou falha e exige nova avaliação.
Além do controle mensal, a gestante deve ser novamente testada conforme o protocolo pré-natal, inclusive no terceiro trimestre e no momento do parto ou abortamento. As parcerias sexuais precisam ser avaliadas e tratadas quando indicado para reduzir risco de reinfecção.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Repetição semanal não oferece benefício para o seguimento de rotina e pode gerar interpretações equivocadas de pequenas flutuações do título.
B) Incorreta. Controle a cada 15 dias é mais frequente do que o recomendado para acompanhamento sorológico habitual após tratamento adequado.
C) Correta (gabarito). O Ministério da Saúde recomenda monitoramento mensal com teste não treponêmico quantitativo durante a gestação, portanto o intervalo é de aproximadamente 30 dias.
D) Incorreta. Intervalo de 60 dias é longo para a gestante, na qual o risco fetal e a possibilidade de reinfecção justificam acompanhamento mensal.