Paciente HIV positivo, com CD4 de 50 células/mm3 e carga viral de 50.000 cópias/mm3, procura a unidade básica de saúde com queixa de sudorese noturna, cansaço, febre e tosse há três semanas.
Pegadinha central: paciente com HIV sintomático primeiro precisa excluir tuberculose ativa; não inicie tratamento de infecção latente às cegas.
CD4 muito baixo pode produzir radiografia atípica e maior frequência de TB disseminada ou extrapulmonar.
Em PVHIV não internada com CD4 abaixo de 100, LF-LAM urinário pode auxiliar o diagnóstico conforme orientação atual do Ministério da Saúde.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Pessoa vivendo com HIV, CD4 de 50 células/mm3, febre, sudorese noturna, cansaço e tosse por três semanas deve ser considerada como suspeita de tuberculose ativa até investigação adequada. O Ministério da Saúde recomenda pesquisa sistemática de sinais e sintomas de tuberculose em todas as consultas de pessoas vivendo com HIV, pois a coinfecção aumenta muito o risco de adoecimento e morte.
A investigação da doença ativa pode incluir teste rápido molecular para tuberculose em amostra respiratória, baciloscopia e cultura conforme disponibilidade e contexto, além de radiografia de tórax. Em imunossupressão avançada, a apresentação pode ser atípica ou extrapulmonar. No Brasil, o teste urinário LF-LAM também pode auxiliar o diagnóstico em pessoas vivendo com HIV em situações específicas; para pacientes não internados, o Ministério da Saúde destaca particularmente CD4 abaixo de 100 células/mm3, critério preenchido por este paciente.
Tratamento preventivo da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis só deve ser iniciado depois que tuberculose ativa tiver sido excluída. Da mesma forma, a prioridade imediata não é trocar a TARV, mas diagnosticar e tratar a causa do síndrome febril e respiratório.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Azitromicina pode ter sido usada historicamente em profilaxia contra complexo Mycobacterium avium em imunossupressão profunda, mas não trata nem investiga o quadro atual de febre, tosse e sudorese noturna sugestivo de tuberculose.
B) Incorreta. Isoniazida ou outros esquemas de tratamento preventivo são destinados à infecção latente e não devem ser iniciados sem excluir doença ativa em paciente sintomático, pois monoterapia seria inadequada para tuberculose ativa.
C) Correta (gabarito). O paciente apresenta sintomas respiratórios e constitucionais clássicos de tuberculose em contexto de imunossupressão avançada. A conduta prioritária é investigar tuberculose ativa com métodos microbiológicos e radiológicos apropriados.
D) Incorreta. Carga viral detectável exige avaliar adesão, resistência e esquema antirretroviral, mas a troca imediata da TARV não substitui a investigação urgente da síndrome clínica atual.