Tuberculose

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Questão 77
UERJ · 2019

Paciente HIV positivo, com CD4 de 50 células/mm3 e carga viral de 50.000 cópias/mm3, procura a unidade básica de saúde com queixa de sudorese noturna, cansaço, febre e tosse há três semanas.

Nesse caso, a conduta mais adequada é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Pessoa vivendo com HIV, CD4 de 50 células/mm3, febre, sudorese noturna, cansaço e tosse por três semanas deve ser considerada como suspeita de tuberculose ativa até investigação adequada. O Ministério da Saúde recomenda pesquisa sistemática de sinais e sintomas de tuberculose em todas as consultas de pessoas vivendo com HIV, pois a coinfecção aumenta muito o risco de adoecimento e morte.

A investigação da doença ativa pode incluir teste rápido molecular para tuberculose em amostra respiratória, baciloscopia e cultura conforme disponibilidade e contexto, além de radiografia de tórax. Em imunossupressão avançada, a apresentação pode ser atípica ou extrapulmonar. No Brasil, o teste urinário LF-LAM também pode auxiliar o diagnóstico em pessoas vivendo com HIV em situações específicas; para pacientes não internados, o Ministério da Saúde destaca particularmente CD4 abaixo de 100 células/mm3, critério preenchido por este paciente.

Tratamento preventivo da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis só deve ser iniciado depois que tuberculose ativa tiver sido excluída. Da mesma forma, a prioridade imediata não é trocar a TARV, mas diagnosticar e tratar a causa do síndrome febril e respiratório.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Azitromicina pode ter sido usada historicamente em profilaxia contra complexo Mycobacterium avium em imunossupressão profunda, mas não trata nem investiga o quadro atual de febre, tosse e sudorese noturna sugestivo de tuberculose.

B) Incorreta. Isoniazida ou outros esquemas de tratamento preventivo são destinados à infecção latente e não devem ser iniciados sem excluir doença ativa em paciente sintomático, pois monoterapia seria inadequada para tuberculose ativa.

C) Correta (gabarito). O paciente apresenta sintomas respiratórios e constitucionais clássicos de tuberculose em contexto de imunossupressão avançada. A conduta prioritária é investigar tuberculose ativa com métodos microbiológicos e radiológicos apropriados.

D) Incorreta. Carga viral detectável exige avaliar adesão, resistência e esquema antirretroviral, mas a troca imediata da TARV não substitui a investigação urgente da síndrome clínica atual.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: paciente com HIV sintomático primeiro precisa excluir tuberculose ativa; não inicie tratamento de infecção latente às cegas.

  • CD4 muito baixo pode produzir radiografia atípica e maior frequência de TB disseminada ou extrapulmonar.

  • Em PVHIV não internada com CD4 abaixo de 100, LF-LAM urinário pode auxiliar o diagnóstico conforme orientação atual do Ministério da Saúde.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tuberculose” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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