Prematuridade e baixo peso

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Questão 47
UERJ · 2019

O uso de anticorpo monoclonal palivizumabe na época de sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) comprovadamente reduz em até 50% a frequência e o tempo de hospitalização por infecções por tal vírus, em especial em crianças de alto risco.

É considerada criança de alto risco aquela que no primeiro ano de vida:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A questão utiliza critérios históricos de imunoprofilaxia contra VSR com palivizumabe. O racional da alternativa B é reconhecer doença pulmonar crônica da prematuridade, tradicionalmente caracterizada por necessidade de oxigênio suplementar por pelo menos 28 dias em prematuros, grupo com maior risco de hospitalização por VSR.

O gabarito deve ser mantido, mas a prevenção do VSR mudou substancialmente. Em 2026, o Ministério da Saúde passou a combinar vacinação materna contra VSR a partir de 28 semanas com imunização passiva infantil, e o palivizumabe está em processo de substituição pelo nirsevimabe. O SUS incorporou nirsevimabe para prematuros e crianças com condições de risco conforme critérios nacionais, com dose única por temporada.

Mesmo dentro do programa ainda vigente de palivizumabe, os critérios atuais do Ministério da Saúde não são os da alternativa B. Em 2026, incluem prematuros nascidos com até 28 semanas e 6 dias no primeiro ano de vida, além de crianças menores de 2 anos com cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa ou doença pulmonar crônica da prematuridade que ainda necessitem de tratamento de suporte nos meses anteriores à sazonalidade.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Muito baixo peso isolado, independentemente da idade gestacional, não constitui critério suficiente. A elegibilidade sempre dependeu de idade gestacional e ou presença de doença cardiopulmonar relevante.

B) Correta (gabarito). A alternativa representa o conceito histórico de prematuridade associada a doença pulmonar crônica definida por necessidade prolongada de oxigênio. Deve ser marcada nesta prova. Os critérios atuais do SUS, contudo, foram modificados e a estratégia de prevenção está migrando para nirsevimabe e vacinação materna.

C) Incorreta. Nem toda cardiopatia congênita implica alto risco equivalente. As indicações de imunoprofilaxia dependem de repercussão hemodinâmica e critérios específicos.

D) Incorreta. Sibilância recorrente isolada não é indicação de palivizumabe nem define grupo de alto risco para imunoprofilaxia monoclonal.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: B é o gabarito histórico, mas não memorize esse critério como indicação atual de palivizumabe.

  • Em 2026, o SUS passou a utilizar vacinação materna contra VSR a partir da 28ª semana e iniciou substituição do palivizumabe pelo nirsevimabe.

  • No programa atual, risco elevado considera prematuridade extrema e condições cardiopulmonares relevantes, e não apenas sibilância recorrente ou baixo peso.

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Bia
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