Paciente de 52 anos com história de hipertensão realizou avaliação laboratorial que demonstrou presença de hipocalemia e aumento da aldosterona livre urinária. Diante desses achados, associados à avaliação tomográfica e dosagem de aldosterona nas veias adrenais, foi confirmado o diagnóstico de síndrome de Conn secundária à hiperplasia adrenal bilateral.
Pegadinha central: hiperaldosteronismo primário não significa cirurgia para todos; a lateralização define a terapia.
Unilateral lateralizado: adrenalectomia. Bilateral: antagonista mineralocorticoide.
Espironolactona é a opção preferida na diretriz de 2025 por custo e disponibilidade, com eplerenona como alternativa.
Ao titular tratamento, acompanhe potássio, função renal, pressão arterial e renina.
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Contexto
O hiperaldosteronismo primário pode resultar de produção unilateral ou bilateral de aldosterona. A hiperplasia adrenal bilateral produz excesso autônomo de aldosterona nos dois lados, levando a retenção de sódio, expansão volêmica, hipertensão, supressão da renina e aumento da excreção renal de potássio, com possível hipocalemia.
A Clinical Practice Guideline da Endocrine Society de 2025 recomenda que pacientes com doença bilateral recebam tratamento médico específico para aldosterona com antagonista do receptor mineralocorticoide. Espironolactona é sugerida como primeira opção pela ampla disponibilidade e menor custo; eplerenona é alternativa quando efeitos antiandrogênicos ou outras questões de tolerabilidade são relevantes.
A lateralização é a etapa que muda a conduta: produção unilateral em candidato cirúrgico favorece adrenalectomia unilateral; produção bilateral favorece tratamento clínico de longo prazo. Durante o uso de antagonistas mineralocorticoides, devem ser monitorados pressão arterial, potássio, função renal e resposta da renina.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ressecção hipofisária é tratamento de doenças hipofisárias específicas, como alguns adenomas secretores, e não interfere na produção autônoma bilateral de aldosterona pelas adrenais.
B) Incorreta. Embolização adrenal não é tratamento padrão da hiperplasia adrenal bilateral. O controle é farmacológico com bloqueio do receptor mineralocorticoide.
C) Incorreta. Adrenalectomia bilateral eliminaria a produção adrenal e criaria insuficiência adrenal permanente com necessidade de reposição hormonal vitalícia. Não é a estratégia habitual para hiperaldosteronismo bilateral.
D) Correta (gabarito). Hiperplasia bilateral deve ser tratada preferencialmente com antagonista do receptor mineralocorticoide, como espironolactona ou eplerenona, conforme a Endocrine Society 2025.