Dona de casa procura uma unidade básica de saúde por sentir dor lombar, negando febre e outros sintomas. Ao exame físico, a paciente apresenta dor na movimentação e compressão da musculatura dorsal.
Pegadinha central: lombalgia mecânica sem red flags não precisa de ressonância.
Conduta inicial: educação, manter-se ativo, analgesia quando indicada e reavaliação clínica.
Cauda equina, déficit progressivo, câncer, infecção, trauma ou doença sistêmica mudam a investigação.
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Contexto
A paciente apresenta lombalgia mecânica inespecífica: dor relacionada ao movimento e à palpação ou compressão muscular, sem febre, sintomas sistêmicos ou sinais neurológicos descritos. A maioria dos episódios agudos melhora espontaneamente ou com medidas conservadoras ao longo das primeiras semanas.
A diretriz NICE NG59, vigente para lombalgia e ciatalgia em adultos, recomenda não solicitar imagem rotineiramente em ambiente não especializado quando não há suspeita de doença grave. O cuidado inicial deve incluir explicação do caráter geralmente benigno, orientação para manter atividades habituais dentro do tolerável, evitar repouso prolongado e oferecer analgesia quando necessária.
A expressão demora permitida ou observação assistida não significa abandono. Significa acompanhar a evolução enquanto se evita cascata diagnóstica e terapêutica desnecessária. O paciente deve saber quais sinais exigem reavaliação, como déficit neurológico progressivo, anestesia em sela, retenção urinária ou incontinência nova, febre, trauma relevante, história de câncer, imunossupressão ou dor sistêmica persistente.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Sem sinais de alarme, a lombalgia mecânica aguda deve ser manejada inicialmente de forma conservadora, com observação assistida, orientação, manutenção da atividade e tratamento sintomático conforme necessidade.
B) Incorreta. Bloqueios e infiltrações não são primeira linha para lombalgia inespecífica simples. Avaliação especializada é indicada quando há sintomas persistentes, déficits, diagnóstico específico ou falha terapêutica relevante.
C) Incorreta. Exercício e fisioterapia podem ser úteis, sobretudo em quadros persistentes ou em pessoas com maior risco de cronificação, mas não precisam ser prescritos automaticamente a todo episódio agudo simples com objetivo de impedir cronificação. Eletroacupuntura não é intervenção obrigatória de prevenção.
D) Incorreta. Ressonância magnética não é indicada rotineiramente na ausência de sinais de alarme. Alterações degenerativas e protrusões discais são comuns até em pessoas assintomáticas e podem gerar sobrediagnóstico.