O tratamento de escolha para colecistite aguda é a colecistectomia.
Pegadinha central: colecistite aguda operável deve, em regra, resolver a vesícula na mesma internação, e não esperar uma nova crise.
WSES 2020: colecistectomia laparoscópica precoce é tratamento de primeira linha quando o paciente pode ser operado.
Vantagens práticas incluem resolução definitiva, menor internação total e menos recorrências.
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Contexto
Na colecistite aguda calculosa, a vesícula obstruída e inflamada constitui o foco da doença. A colecistectomia laparoscópica precoce remove definitivamente esse foco, evita novos episódios e reduz o tempo total de doença e hospitalização quando comparada à estratégia de tratar a crise e operar semanas depois.
As WSES Guidelines 2020 recomendam colecistectomia laparoscópica como tratamento de primeira linha e, quando há experiência cirúrgica adequada, orientam realizá-la o mais cedo possível, preferencialmente dentro de 7 dias da admissão e 10 dias do início dos sintomas. Uma das vantagens demonstradas é justamente a resolução mais rápida do problema, com menor permanência hospitalar e menor risco de recorrência durante a espera.
Antibióticos podem ser necessários conforme gravidade, sepse, risco de complicação e controle do foco. A cirurgia não transforma toda colecistite em situação sem necessidade de antimicrobianos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A colecistectomia na fase aguda pode ser tecnicamente desafiadora devido a edema, aderências e distorção anatômica. Deve ser realizada por equipe com treinamento apropriado e com estratégia de segurança para a via biliar.
B) Incorreta. Perda de massa corpórea não é objetivo nem benefício da colecistectomia. O efeito esperado é controle do processo inflamatório e prevenção de recorrências biliares.
C) Correta (gabarito). A retirada precoce da vesícula resolve o foco da colecistite na mesma internação e reduz tempo total de tratamento, recorrência e novas admissões.
D) Incorreta. A necessidade de antibiótico depende do quadro clínico e da gravidade. Colecistectomia controla o foco, mas não elimina automaticamente a indicação de antimicrobianos perioperatórios ou terapêuticos.