Paciente obeso e sedentário realizou três medidas da pressão arterial no mesmo dia, sendo a primeira 162/92mmHg, a segunda 146/90mmHg e a terceira 140/88mmHg.
Pegadinha central: o gabarito B é histórico; hoje use a média das duas últimas medidas, não a última isoladamente.
Diretriz Brasileira 2025: faça pelo menos três aferições, com cerca de 1 minuto de intervalo.
Hipertensão geralmente precisa ser confirmada em outras ocasiões ou por medida fora do consultório antes de rotular o paciente.
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Contexto
A pressão arterial varia entre medidas sucessivas e a primeira aferição frequentemente é a mais alta. Por isso, não se deve diagnosticar hipertensão nem iniciar medicamento com base em uma única medida isolada, salvo situações de pressão muito elevada ou lesão aguda de órgão-alvo.
A Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 recomenda realizar pelo menos três medidas, com intervalo de aproximadamente 1 minuto, e utilizar a média das duas últimas. Neste caso, a média de 146/90 e 140/88 é aproximadamente 143/89 mmHg. A diretriz também recomenda confirmar valores elevados em avaliações subsequentes e, sempre que possível, com medidas fora do consultório.
Existe, portanto, uma divergência entre a técnica atual e o gabarito histórico. A alternativa B manda considerar apenas a última medida, 140/88 mmHg, o que não corresponde ao protocolo atual de usar a média das duas últimas. Entretanto, ela é a única alternativa que evita iniciar tratamento farmacológico imediatamente com base em um único encontro e enfatiza mudança de estilo de vida, razão pela qual deve ser mantida como gabarito da prova.
Como o paciente é obeso e sedentário, perda de peso, atividade física regular, redução de sódio, alimentação cardioprotetora e moderação de álcool são intervenções prioritárias enquanto se confirma o diagnóstico e se estratifica o risco cardiovascular.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Usar apenas a primeira medida de 162/92 mmHg superestima a pressão habitual e pode levar a diagnóstico e tratamento prematuros.
B) Correta (gabarito). A alternativa captura a ideia de não medicar com base na primeira medida e de iniciar mudanças de estilo de vida. A ressalva atual é que a Diretriz Brasileira de 2025 recomenda usar a média das duas últimas medidas, e não apenas a última.
C) Incorreta. A média correta não deve incluir indiscriminadamente a primeira medida e, mesmo havendo pressão elevada, o diagnóstico de hipertensão geralmente precisa ser confirmado antes de iniciar tratamento farmacológico em um paciente sem urgência ou lesão de órgão-alvo descrita.
D) Incorreta. Escolher arbitrariamente a medida intermediária não corresponde à técnica padronizada. A interpretação deve utilizar medidas repetidas e a média das duas últimas.