Pegadinha central: PEG alimenta o estômago; obstrução pilórica grave exige pensar em alimentação pós-pilórica.
Cirurgia abdominal prévia é dificuldade técnica potencial, não proibição automática.
Derivação ventriculoperitoneal aumenta risco infeccioso, mas não é contraindicação absoluta isolada.
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Contexto
A gastrostomia endoscópica percutânea, PEG, é indicada quando o trato gastrointestinal funciona, mas o paciente necessita de nutrição enteral por período prolongado e não consegue se alimentar adequadamente por via oral. A via gástrica pressupõe que o estômago consiga esvaziar seu conteúdo para o duodeno.
Na estenose pilórica severa ou em outra obstrução significativa da saída gástrica, infundir dieta diretamente no estômago não resolve o problema e pode aumentar retenção, vômitos e aspiração. A diretriz ESGE de 2021 recomenda considerar via jejunal quando há anatomia gástrica desfavorável, esvaziamento gástrico comprometido ou intolerância à alimentação gástrica.
Cirurgia abdominal prévia não é contraindicação absoluta, embora aderências possam dificultar o procedimento e aumentem a necessidade de confirmar transiluminação e aposição segura entre estômago e parede abdominal. Derivação ventriculoperitoneal é fator adicional de risco infeccioso, mas também não constitui contraindicação absoluta isolada segundo a ESGE.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Estenose pilórica severa impede esvaziamento adequado do estômago e torna a alimentação gástrica inadequada. Nessa situação, deve-se considerar acesso pós-pilórico ou outra estratégia conforme a anatomia e o objetivo nutricional.
B) Incorreta. Laparotomia prévia pode gerar aderências e aumentar dificuldade técnica, mas não contraindica automaticamente PEG se houver janela segura para punção.
C) Incorreta. AVC com disfagia persistente é uma das situações em que nutrição enteral prolongada por gastrostomia pode ser considerada, desde que haja indicação nutricional e prognóstico compatível.
D) Incorreta. Derivação ventriculoperitoneal aumenta preocupação com infecção e requer precauções adicionais, mas sua presença isolada não é contraindicação absoluta segundo recomendações endoscópicas atuais.