Entre os tumores benignos que acometem o esôfago torácico,
Pegadinha central: tumor benigno mais comum do esôfago é leiomioma.
Predomina em terço médio e distal porque ali há mais músculo liso.
Disfagia em lesão subepitelial intramural bem delimitada deve colocar leiomioma no diferencial.
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Contexto
Os tumores benignos do esôfago são raros, mas o leiomioma é, de longe, a neoplasia benigna esofágica mais frequente. Séries e revisões atribuem aos leiomiomas cerca de metade a dois terços, e em algumas séries até 70% a 80%, dos tumores benignos do órgão.
O leiomioma deriva de músculo liso, geralmente da muscular própria, e por isso ocorre predominantemente nos terços médio e distal do esôfago, onde a musculatura lisa é mais abundante. Em geral é uma lesão intramural, bem delimitada e de crescimento lento.
Lesões pequenas costumam ser assintomáticas. Quando aumentam, podem causar disfagia e desconforto retroesternal por compressão luminal. Ultrassonografia endoscópica ajuda a definir a camada de origem e a diferenciar outras lesões subepiteliais.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Lipomas podem ocorrer no esôfago, mas são bem menos frequentes que leiomiomas e costumam apresentar características de tecido adiposo na imagem.
B) Incorreta. Fibromas esofágicos são raros e não constituem o padrão epidemiológico dominante entre neoplasias benignas.
C) Correta (gabarito). Leiomioma é o tumor benigno esofágico mais frequente, especialmente nos terços médio e distal, e geralmente surge como massa intramural de músculo liso.
D) Incorreta. Hemangioma é uma lesão vascular benigna incomum no esôfago e fica muito atrás do leiomioma em frequência.