Idoso de 65 anos marcou consulta com o seu médico de família devido a problemas de insônia. O médico pediu que ele relatasse o que está lhe tirando o sono. Intrigado, ele responde que veio à consulta para que o médico lhe explicasse.
Pegadinha central: perguntar o que o sintoma significa para a pessoa é componente 1, não apenas criação de vínculo.
Componente 1: saúde, doença e experiência da doença.
Componente 3: encontrar terreno comum e construir o plano compartilhado.
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Contexto
O Método Clínico Centrado na Pessoa organiza a consulta para compreender simultaneamente a doença biomédica e a experiência individual de adoecimento. No modelo didático de quatro componentes, o componente 1 corresponde a explorar saúde, doença e a experiência da doença.
Nessa etapa, o médico investiga dados objetivos, mas também o significado do sintoma para o paciente. Um recurso clássico é explorar sentimentos, ideias, impacto na função e expectativas. Quando o médico pergunta ao idoso o que está tirando seu sono, está tentando descobrir como ele entende o próprio problema, o que o preocupa e quais fatores de vida podem estar relacionados.
O componente 2 procura compreender a pessoa como um todo, incluindo família, trabalho, ciclo de vida e contexto. O componente 3 busca terreno comum para definir problema, objetivos e plano compartilhado. O componente 4 concentra-se em fortalecer a relação médico-pessoa.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O componente 2 amplia a compreensão do contexto da pessoa, mas a pergunta apresentada busca primeiro explorar a experiência subjetiva do próprio problema de insônia.
B) Incorreta. O componente 4 trata da relação médico-pessoa, confiança e continuidade. Embora a pergunta possa fortalecer o vínculo, sua função imediata é explorar a experiência do adoecimento.
C) Correta (gabarito). O componente 1 integra elementos objetivos do quadro com ideias, sentimentos, expectativas e repercussões percebidas pelo paciente.
D) Incorreta. O componente 3 aparece quando médico e paciente já compreenderam o problema e passam a negociar prioridades, objetivos e plano terapêutico em comum.