Uma jovem com policitemia vera foi submetida à esplenectomia por videolaparoscopia. No pós-operatório, evoluiu com infarto agudo do miocárdio.
Pegadinha central: o baço sequestra plaquetas; após esplenectomia, a trombocitose pode ser intensa.
Policitemia vera já é doença de alto risco trombótico, portanto o pós-operatório pode somar fatores pró-trombóticos.
A relação entre número de plaquetas e trombose não é linear; o risco real é multifatorial.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A policitemia vera é uma neoplasia mieloproliferativa associada a aumento do risco de trombose arterial e venosa. Trombocitose pode fazer parte da própria doença e também surgir de forma reativa após esplenectomia, porque o baço normalmente sequestra e remove parte das plaquetas circulantes.
Após esplenectomia, a contagem de plaquetas frequentemente aumenta e costuma atingir o pico na primeira a terceira semana. Trombocitose pós-esplenectomia é descrita em grande proporção dos pacientes. Em valores extremos, pode contribuir para eventos trombóticos arteriais e venosos, incluindo raramente infarto agudo do miocárdio.
A revisão de 2026 sobre trombose após esplenectomia reforça que o estado pró-trombótico pós-operatório é multifatorial. Em uma paciente com policitemia vera, não se deve atribuir todo o risco apenas à contagem de plaquetas: a própria neoplasia mieloproliferativa, hematócrito, idade, história trombótica e fatores cardiovasculares também importam. Entre as alternativas, porém, trombocitose é o mecanismo mais diretamente relacionado ao cenário.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Esplenectomia pode produzir trombocitose reacional acentuada e, em uma paciente já portadora de policitemia vera e predisposta a trombose, esse aumento pode contribuir para trombose coronariana e infarto.
B) Incorreta. Mastocitose é uma doença clonal de mastócitos e não é resposta hematológica esperada após esplenectomia nem mecanismo plausível do infarto descrito.
C) Incorreta. Leucocitose pode ocorrer após esplenectomia e também está presente em neoplasias mieloproliferativas, mas não é a alteração pós-esplenectomia clássica cobrada como mecanismo imediato da complicação.
D) Incorreta. Linfocitose pode aparecer após retirada do baço, porém não representa o mecanismo hematológico clássico relacionado à trombose arterial nesse contexto.