Mulher de 28 anos teve bebê há 15 dias e compareceu à consulta com dúvidas sobre os métodos contraceptivos.
Pegadinha central: estrogênio no puerpério precoce aumenta risco de trombose.
OMS 2025: se estiver amamentando, contraceptivo combinado é categoria 4 antes de 6 semanas.
DIU pode ser colocado no pós-parto imediato, inclusive nas primeiras 48 horas.
Antes de 21 dias, gravidez por nova ovulação é extremamente improvável e contracepção de emergência não é rotina.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O puerpério imediato e precoce é um período de risco aumentado de tromboembolismo venoso, com pico nas primeiras semanas após o parto. Métodos contraceptivos combinados contendo estrogênio podem aumentar ainda mais esse risco e, por isso, possuem restrições importantes nesse período.
O Medical Eligibility Criteria da OMS, 6ª edição de 2025, mantém contraceptivos hormonais combinados como categoria 4 em mulheres que amamentam com menos de 6 semanas pós-parto. Em mulheres que não amamentam, recomendações contemporâneas também consideram métodos combinados inaceitáveis nas primeiras 3 semanas devido ao risco trombótico. Assim, aos 15 dias, a afirmação de que não devem ser iniciados antes de 21 dias é inequivocamente correta, embora a amamentação possa prolongar ainda mais a restrição.
A ovulação nos primeiros 21 dias pós-parto é extremamente improvável. Por isso, contracepção de emergência não é rotineiramente necessária para relação sexual ocorrida exclusivamente nesse período. Após esse intervalo, o risco de ovulação aumenta e a indicação deve ser reavaliada conforme o caso.
Quanto ao DIU, a OMS 2025 permite inserção do DIU de cobre nas primeiras 48 horas pós-parto; para DIU com levonorgestrel, a elegibilidade também permite inserção imediata em situações apropriadas. Entre 48 horas e menos de 4 semanas, a inserção geralmente não é recomendada, e a partir de 4 semanas volta a ser amplamente elegível.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Métodos combinados com estrogênio não devem ser iniciados antes de 21 dias pós-parto devido ao risco tromboembólico aumentado. Se a paciente estiver amamentando, a OMS 2025 é ainda mais restritiva e classifica combinados como categoria 4 antes de 6 semanas.
B) Incorreta. A probabilidade de ovulação e gravidez nos primeiros 21 dias pós-parto é extremamente baixa, portanto contracepção de emergência não é indicada rotineiramente apenas por relação desprotegida nesse período.
C) Incorreta. Em mulher que amamenta, 30 dias ainda correspondem a menos de 6 semanas. Pela OMS 2025, contraceptivos combinados permanecem categoria 4 nesse período.
D) Incorreta. O DIU pode ser inserido imediatamente após o parto e até 48 horas em pacientes elegíveis. A janela entre 48 horas e menos de 4 semanas é que apresenta maior restrição para inserção intervalar.