Mulher de 46 anos procurou atendimento na Clínica de Família preocupada com o aumento da ingestão de bebidas alcoólicas durante a pandemia de Covid-19. Com o objetivo de detectar precocemente o bebedor excessivo e prevenir a evolução para o abuso e dependência de álcool, o médico realizou o teste AUDIT (Alcohol Use Disordes Identification Test) que apresentou pontuação 7.
Pegadinha central: AUDIT 7 ainda é Zona I; a virada clássica para uso de risco ocorre em 8.
0 a 7: educação; 8 a 15: aconselhamento breve; 16 a 19: intervenção mais intensiva e seguimento; 20 ou mais: avaliar dependência.
Baixo risco não significa risco zero, e pontos de corte podem ser ajustados ao perfil da população.
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Contexto
O AUDIT é um instrumento de 10 itens criado pela Organização Mundial da Saúde para rastrear consumo de risco, uso nocivo e possível dependência de álcool. A pontuação total varia de 0 a 40. No manual clássico da OMS, 0 a 7 pontos correspondem à Zona I, faixa de baixo risco ou uso não perigoso, para a qual a intervenção indicada é educação em saúde sobre álcool.
A própria OMS ressalta que os pontos de corte podem ser adaptados a populações e políticas locais e que o escore não substitui julgamento clínico. Em mulheres, idosos, gestantes ou pessoas com comorbidades, quantidades menores podem representar risco relevante. Assim, pontuação 7 não significa ausência absoluta de risco; significa apenas que, pelo algoritmo padrão, a paciente permanece na faixa mais baixa e deve receber orientação preventiva.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. No algoritmo padrão da OMS, risco intermediário ou uso de risco começa em 8 pontos, não em 7.
B) Incorreta. O AUDIT não classifica a pessoa como sem risco absoluto. Mesmo na Zona I existe recomendação de educação sobre álcool e reforço de padrões mais seguros.
C) Incorreta. Pontuação 7 está muito abaixo da faixa que sugere provável dependência e encaminhamento especializado, tradicionalmente 20 pontos ou mais.
D) Correta (gabarito). AUDIT de 7 pontos situa a paciente na faixa de baixo risco pelo esquema padrão, para a qual cabe psicoeducação e orientação preventiva sobre consumo e situações em que qualquer ingestão pode ser inadequada.