Diabetes mellitus tipo 1 na criança

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Questão 44
UERJ · 2021
Acerca do tratamento da diabetes mellitus em lactentes, é correto afirmar que:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Diabetes em lactentes exige atenção especial porque ingestão alimentar, atividade e necessidade de insulina são muito variáveis e a criança não consegue reconhecer ou comunicar sintomas de hipoglicemia. A ISPAD 2022 para crianças pré-escolares recomenda insulinoterapia intensiva ajustada às refeições, monitorização frequente e, quando disponíveis, monitorização contínua da glicose e sistemas automatizados de infusão.

O objetivo moderno não é aceitar hiperglicemia crônica para evitar hipoglicemia. Ao contrário, é buscar bom controle glicêmico com tecnologia e esquemas que reduzam exposição tanto à hiperglicemia quanto à hipoglicemia. Análogos de ação rápida ou ultrarrápida apresentam início mais precoce e cauda de ação mais curta que a insulina regular, o que permite melhor sincronização com alimentação e menor risco de hipoglicemia pós-prandial tardia.

Há ainda um ponto de prova: diabetes diagnosticado antes dos 6 meses deve levantar forte suspeita de diabetes neonatal monogênico. Nessa situação, teste genético é indicado porque algumas mutações de canal KATP permitem substituir insulina por sulfonilureia.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Bom controle glicêmico é desejável, mas a frase sugere perseguir hiperglicemia de forma estrita sem considerar o risco de hipoglicemia. Em lactentes, as metas devem ser atingidas com esquemas individualizados e monitorização intensa.

B) Incorreta. Hiperglicemia crônica é prejudicial, mas no curto prazo a hipoglicemia constitui preocupação especial porque o lactente tem cérebro em desenvolvimento e menor capacidade de reconhecer sintomas.

C) Incorreta. A insulina regular tem início mais lento e duração mais prolongada, deixando maior efeito residual após a refeição e favorecendo hipoglicemia tardia quando comparada aos análogos rápidos.

D) Correta (gabarito). Análogos de ação rápida ou ultrarrápida têm perfil farmacocinético mais próximo da necessidade prandial e menor cauda de ação, o que ajuda a reduzir hipoglicemia tardia e facilita ajustes diante de ingestão imprevisível.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: lactente não deve ficar cronicamente hiperglicêmico para evitar hipoglicemia; o objetivo é controle seguro com esquema flexível.

  • Análogos rápidos têm menor cauda de ação que insulina regular.

  • Diabetes antes dos 6 meses pede investigação genética de diabetes neonatal.

  • CGM e bomba, quando disponíveis, aumentam segurança em crianças muito pequenas.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Diabetes mellitus tipo 1 na criança” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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