Vigilância epidemiológica

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Questão 57
UERJ · 2021

Mulher de 36 anos chega à Clínica de Família com queixa de coriza, febre não aferida, tosse sem secreção, sensação de falta de ar. Ao exame físico: pressão arterial = 88 x 56mmHg, temperatura axilar = 38,4oC, frequência respiratória = 31irpm.

Neste caso, a classificação do quadro clínico e a melhor conduta, respectivamente, são:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A paciente apresenta síndrome gripal acompanhada de sinais de gravidade sistêmica: PA de 88 x 56 mmHg e frequência respiratória de 31 irpm. Hipotensão e taquipneia importantes sugerem instabilidade e possível sepse ou insuficiência respiratória, mesmo antes de conhecer a saturação de oxigênio. A prioridade na Atenção Primária é estabilização inicial, avaliação de oxigenação, acesso a suporte quando necessário e encaminhamento urgente para serviço de maior complexidade.

A questão foi construída no contexto das normas de vigilância da pandemia de Covid-19, quando casos suspeitos graves exigiam notificação imediata segundo o fluxo vigente à época. Essa parte precisa ser contextualizada historicamente. Em maio de 2026, a Portaria GM/MS nº 11.211 atualizou a Lista Nacional de Notificação Compulsória, retirando a categoria genérica covid-19 e reorganizando a vigilância em síndrome gripal por Covid-19 confirmada e SRAG hospitalizada ou óbito por SRAG. Portanto, não se deve aplicar literalmente em 2026 a regra antiga de notificar todo caso suspeito da mesma forma.

A mudança de vigilância não altera o ponto clínico central: paciente com síndrome respiratória, hipotensão e FR acima de 30 irpm não deve permanecer em acompanhamento domiciliar sem avaliação urgente.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Reconhece adequadamente sinais de gravidade e indica estabilização enquanto se organiza encaminhamento para urgência ou hospital. A notificação imediata de suspeita corresponde ao protocolo histórico em que a questão foi elaborada; o fluxo nacional foi atualizado em 2026.

B) Incorreta. Hipotensão e taquipneia afastam manejo exclusivamente domiciliar. Esperar confirmação diagnóstica antes de acionar a vigilância também não correspondia às normas vigentes no contexto original da prova.

C) Incorreta. O quadro apresenta sinais claros de gravidade sistêmica, principalmente PA sistólica abaixo de 90 mmHg e FR de 31 irpm.

D) Incorreta. A paciente não tem quadro leve. Mesmo que a formulação atual da notificação tenha mudado, a instabilidade exige encaminhamento imediato.

Bizu MedBoard
  • Pegadinha central: saturação isolada não define gravidade; hipotensão e FR acima de 30 já exigem resposta urgente.

  • Na APS, estabilize o que for possível e encaminhe paciente instável para urgência ou hospital.

  • A regra de notificação da alternativa é histórica; a Portaria GM/MS nº 11.211/2026 reorganizou a notificação nacional de Covid-19 e SRAG.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Vigilância epidemiológica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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