Enfermeiro com sintomas gripais, em pleno pico da pandemia de covid-19 faz o PCR, que dá negativo.
A pegadinha é interpretar teste negativo sem a probabilidade pré-teste: suspeita alta reduz o poder de exclusão de um único resultado.
PCR pode ser repetido quando coleta, momento clínico ou quadro epidemiológico sustentam dúvida.
Questões da pandemia devem ser lidas no tempo histórico; regras atuais de afastamento e contatos são diferentes.
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Contexto
Durante o pico pandêmico, um profissional de saúde sintomático possuía alta probabilidade pré-teste de covid-19. Um PCR negativo não excluía a doença quando a amostra era coletada muito cedo, tardiamente, de forma inadequada ou em local com menor carga viral. Nesse contexto histórico, a conduta conservadora era considerar possível falso negativo, afastar o profissional e repetir a investigação.
A sorologia não era apropriada para decidir retorno ao trabalho na fase aguda, porque anticorpos demoravam dias ou semanas para surgir e podiam refletir infecção prévia. Quando a suspeita permanecia alta, recomendava-se nova coleta de teste molecular e manutenção das precauções enquanto se observava a evolução.
Há divergência temporal importante. As orientações atuais para vírus respiratórios não determinam automaticamente quarentena de todos os contactantes apenas por suspeita clínica e utilizam critérios baseados em sintomas, melhora clínica, exposição e políticas de saúde ocupacional. Portanto, o gabarito C deve ser entendido dentro do cenário do pico da pandemia descrito pela questão; a parte que inclui quarentena indiscriminada dos contactantes está desatualizada para a prática de 2026.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Liberar imediatamente um profissional sintomático exporia pacientes e colegas. Sorologia posterior não corrige a incerteza diagnóstica do período transmissível.
B) Incorreta. Um PCR negativo isolado não confirmava ausência de covid-19 quando a probabilidade clínica e epidemiológica era elevada.
C) Correta (gabarito). No contexto histórico da questão, a melhor resposta era presumir falso negativo, manter afastamento e vigilância e reavaliar o caso. A quarentena automática de contactantes não corresponde às recomendações atuais.
D) Incorreta. Afastar uma pessoa com síndrome respiratória pode ser prudente, mas a alternativa erra ao afirmar que o teste confirmou ausência de covid-19.