Após laparotomia para realização de esplenectomia eletiva em pessoa com microesferocitose hereditária, um período de íleo adinâmico é naturalmente esperado.
A pegadinha é escolher o cólon porque flatos são o sinal clínico mais percebido; ele é justamente o último a recuperar.
Delgado primeiro, estômago depois, cólon por último.
Íleo além de cerca de 72 horas, piora da distensão, dor focal ou vômitos persistentes exige investigar íleo prolongado ou obstrução mecânica.
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Contexto
O íleo pós-operatório fisiológico resulta da combinação de reflexos autonômicos, manipulação visceral, resposta inflamatória, opioides e alterações hidroeletrolíticas. A recuperação ocorre de forma desigual ao longo do tubo digestivo: o intestino delgado retoma a motilidade primeiro, em horas ou dentro do primeiro dia; o estômago costuma recuperar-se em 24 a 48 horas; o cólon é o último, frequentemente em 48 a 72 horas.
A eliminação de flatos reflete principalmente recuperação colônica e não deve ser confundida com o primeiro segmento a voltar a funcionar. Protocolos de recuperação acelerada reduzem opioides, promovem mobilização e alimentação precoce conforme tolerância, sem exigir ausculta de ruídos hidroaéreos como condição isolada.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O intestino delgado recupera atividade elétrica e propulsiva antes do estômago e do cólon, sendo o primeiro segmento a sair do íleo fisiológico.
B) Incorreta. O estômago retoma a função depois do intestino delgado, em geral ao longo das primeiras 24 a 48 horas.
C) Incorreta. O cólon é o segmento com recuperação mais lenta e costuma determinar a passagem de flatos e fezes após a cirurgia.
D) Incorreta. O reto não é descrito como o segmento inicial da recuperação global da motilidade pós-operatória; a sequência clássica começa no intestino delgado.