Com base no caso a seguir, responda às questões de números 17 e 18.
Mulher de 56 anos chegou ao hospital com dor no hipocôndrio D, náuseas, febre de 37,8oC e icterícia ++/4+. A suspeita clínica foi de colecistite aguda.
A pegadinha é escolher colangiorressonância por causa da icterícia; primeiro faça ultrassonografia e estratifique a probabilidade de cálculo no colédoco.
Colecistite suspeita = ultrassonografia inicial.
Ultrassonografia inconclusiva com forte suspeita pode ser complementada por cintilografia hepatobiliar, não por cintilografia com leucócitos.
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Contexto
Na suspeita de colecistite aguda, a ultrassonografia abdominal é o exame inicial de escolha. É rápida, não usa radiação, detecta cálculos, avalia espessamento da parede vesicular, líquido perivesicular, distensão, hiperemia e sinal de Murphy ultrassonográfico, além de medir o calibre da via biliar.
O ACR Appropriateness Criteria para dor no hipocôndrio direito, atualizado em 2023, mantém a ultrassonografia como método inicial na maioria dos cenários. Icterícia aumenta a suspeita de coledocolitíase ou colangite associada; se a ultrassonografia mostrar dilatação do colédoco ou se a probabilidade de cálculo ductal permanecer intermediária, colangiorressonância ou ultrassonografia endoscópica podem complementar. Se houver alta probabilidade de obstrução com colangite, a CPRE é terapêutica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cintilografia com leucócitos marcados não é exame de primeira linha para inflamação da vesícula. Quando a ultrassonografia é inconclusiva, a cintilografia hepatobiliar com derivado do ácido iminodiacético pode ser usada, o que é diferente de leucócitos marcados.
B) Incorreta. Tomografia é útil para complicações, diagnósticos alternativos ou apresentações atípicas, mas tem desempenho inferior à ultrassonografia para pequenos cálculos e não é o método inicial preferencial.
C) Correta (gabarito). A ultrassonografia é o primeiro exame para confirmar cálculos e sinais inflamatórios da colecistite, além de avaliar dilatação da via biliar diante da icterícia.
D) Incorreta. Colangiorressonância é excelente para estudar o colédoco e pesquisar coledocolitíase, mas não substitui a ultrassonografia na avaliação inicial de uma suspeita de colecistite aguda.