Delirium, demência e polifarmácia no idoso

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Questão 54
UERJ · 2022

No acompanhamento ambulatorial de pacientes na atenção primária à saúde (APS), o médico deve estar atento à prescrição dos medicamentos.

Em relação aos cuidados para evitar a polifarmácia, é correto afirmar que:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Polifarmácia costuma ser definida como uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, mas o risco depende mais da adequação clínica que do número isolado. Uma prescrição pode conter muitos fármacos necessários, enquanto dois medicamentos inadequados já podem produzir dano grave.

Vulnerabilidade aumenta com multimorbidade, insuficiência renal ou hepática, fragilidade, alterações cognitivas, múltiplos prescritores e transições de cuidado. Após hospitalização, conciliação medicamentosa é prioritária porque duplicidades, omissões, interações e manutenção indevida de medicamentos temporários são frequentes. Jovens com múltiplas doenças também estão expostos a esses problemas.

Prevenir polifarmácia inadequada exige revisar indicação, benefício esperado, tempo para benefício, dose, interações, capacidade de uso e preferências. Deve-se ter limiar alto para iniciar e disponibilidade ativa para reduzir ou suspender quando riscos superam benefícios, por processo de desprescrição monitorada.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. O princípio seguro é o oposto: evitar acréscimos automáticos e revisar com abertura para suspender medicamentos sem indicação atual ou com benefício improvável.

B) Incorreta. Fármacos preventivos não são obrigatoriamente vitalícios. Expectativa de vida, fragilidade, objetivos de cuidado, eventos adversos e tempo necessário para benefício devem ser reavaliados.

C) Correta (gabarito). Multimorbidade em jovens e o período após alta hospitalar aumentam exposição a prescrições complexas, falhas de conciliação e reações adversas, mesmo fora da geriatria.

D) Incorreta. O risco de reação adversa depende tanto do medicamento quanto das doenças presentes, que alteram farmacocinética, reserva fisiológica e susceptibilidade a quedas, sangramento, delirium e lesão renal.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é tratar polifarmácia como sinônimo de idoso; multimorbidade e transição de cuidado também definem risco.

  • Toda alta hospitalar pede conciliação medicamentosa.

  • Desprescrição não é abandono, mas retirada planejada de tratamento com baixo benefício ou alto dano.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Delirium, demência e polifarmácia no idoso” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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