Mulher de 58 anos realizou mamografia de rastreamento, com laudo BI-RADS 5, evidenciando nódulo espiculado de limites imprecisos de aproximadamente 2cm. Ao exame, apresenta nódulo endurecido com retração do complexo areolopapilar.
A pegadinha é tratar BI-RADS 5 como diagnóstico histológico: a chance é altíssima, mas ainda é preciso biopsiar.
Core biopsy informa invasão e perfil molecular; punção aspirativa não oferece a mesma arquitetura.
Cirurgia vem depois do diagnóstico e do planejamento multidisciplinar.
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Contexto
BI-RADS 5 significa achado altamente sugestivo de malignidade, com probabilidade superior a 95%. Nódulo espiculado, endurecido e acompanhado de retração do complexo areolopapilar reforça a suspeita de carcinoma invasivo. Mesmo assim, o tratamento definitivo não deve ser iniciado sem confirmação anatomopatológica.
A biópsia percutânea por agulha grossa, core biopsy, é preferida porque fornece arquitetura tecidual, diferencia lesão in situ de invasiva e permite avaliar grau tumoral e biomarcadores como receptores de estrogênio e progesterona, HER2 e índice proliferativo. Esses dados orientam cirurgia, tratamento sistêmico neoadjuvante e manejo axilar.
A investigação segue a tríplice avaliação: exame clínico, imagem e tecido. Ressonância pode complementar o estadiamento em casos selecionados, mas não substitui a biópsia.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ressonância pode avaliar extensão multifocal, multicêntrica ou contralateral e ajudar em mamas densas ou planejamento selecionado. Ela não confirma histologia nem deve atrasar a coleta tecidual.
B) Correta (gabarito). Core biopsy é a primeira conduta diagnóstica porque confirma malignidade e fornece informações biológicas necessárias ao planejamento oncológico.
C) Incorreta. Tumorectomia antes da biópsia pode comprometer planejamento de margens, indicação de terapia neoadjuvante e abordagem linfonodal. Excisão diagnóstica fica para situações em que a biópsia percutânea é inviável ou inconclusiva.
D) Incorreta. Mastectomia é opção terapêutica em cenários específicos, mas não é procedimento diagnóstico inicial. A extensão da cirurgia depende da histologia, tamanho relativo à mama, multicentricidade, genética e preferência informada.