Paciente necessita colocar cateter venoso profundo para nutrição parenteral total (NPT) e não há solução alcoólica de gluconato de clorexidina para realizar preparo pré-punção. Estão disponíveis escovas de degermação de clorexidina e povidine, e soluções de álcool 70%, glutaraldeído e solução de iodine-povidine.
A pegadinha é focar apenas no nome do antisséptico e esquecer que o produto precisa secar antes da punção.
Primeira escolha atual para cateter central: clorexidina alcoólica em concentração superior a 0,5%.
Glutaraldeído é para desinfecção de materiais, nunca para pele.
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Contexto
A inserção de cateter venoso central exige barreira máxima estéril e antissepsia cutânea eficaz, porque microrganismos da pele podem migrar pelo trajeto do cateter e causar infecção da corrente sanguínea. O agente preferido nas recomendações do CDC é clorexidina em concentração superior a 0,5% associada a álcool. Se essa formulação não estiver disponível ou for contraindicada, podem ser usados tintura de iodo, iodóforo ou álcool a 70%.
A questão segue um protocolo tradicional no qual se realiza degermação com PVPI degermante e, em seguida, aplicação de solução de iodo-povidona. O ponto que fecha o gabarito é aguardar a secagem completa, pois o tempo de contato é necessário para o efeito microbicida e a punção sobre antisséptico ainda úmido reduz a efetividade prática.
Existe divergência com a prática contemporânea: o CDC não exige a sequência degermante seguida de solução aquosa e aceita álcool a 70% como alternativa válida. Portanto, a alternativa A representa o protocolo histórico cobrado; hoje, a instituição deve usar uma preparação validada, respeitar o tempo de aplicação e deixar o produto secar totalmente.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Na ausência da clorexidina alcoólica, a combinação de PVPI degermante com iodo-povidona e secagem corresponde à sequência antisséptica tradicional proposta pela questão.
B) Incorreta. Álcool a 70% é aceito atualmente como alternativa para antissepsia, desde que aplicado corretamente e deixado secar. Entretanto, não é a sequência padronizada que a questão adotou como melhor resposta após a degermação com povidine, o que revela a defasagem do enunciado em relação às recomendações atuais.
C) Incorreta. Alternar clorexidina degermante com iodo-povidona não acrescenta benefício comprovado e pode causar incompatibilidade de protocolo, irritação ou remoção do efeito residual do primeiro agente.
D) Incorreta. Glutaraldeído é desinfetante de alto nível para materiais e equipamentos. É irritante e tóxico para tecidos, não devendo ser utilizado como antisséptico cutâneo.