Com base no caso a seguir, responda às questões de números 17 e 18.
Mulher de 56 anos chegou ao hospital com dor no hipocôndrio D, náuseas, febre de 37,8oC e icterícia ++/4+. A suspeita clínica foi de colecistite aguda.
Essa paciente foi submetida à colecistectomia aberta, devido à colecistite aguda. Não havia material de videocirurgia no hospital. A colangiografia per-operatória foi normal. No quinto dia do pós-operatório, a paciente apresentou dor, febre, taquicardia e sinais flogísticos intensos na ferida operatória.
A pegadinha é tratar abscesso como celulite: onde há pus, a prioridade é drenar.
Febre e taquicardia tornam mais provável a necessidade de antibiótico junto ao controle da fonte.
Laparotomia fica para suspeita de foco profundo ou intra-abdominal, não para abscesso superficial isolado.
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Contexto
Dor, febre, taquicardia e sinais flogísticos intensos na ferida no quinto dia, com diagnóstico de abscesso, indicam coleção purulenta de sítio cirúrgico. O princípio terapêutico é controle da fonte: abrir a ferida, retirar pontos ou grampos necessários, drenar o pus, romper loculações, coletar material para cultura quando pertinente e desbridar tecido desvitalizado.
Antibiótico isolado não esteriliza adequadamente uma cavidade fechada. Como a paciente tem sinais sistêmicos, febre e taquicardia, antibiótico sistêmico pode ser necessário além da drenagem, com escolha orientada pelo tipo de cirurgia, flora esperada e gravidade. A ferida costuma permanecer aberta para curativos e cicatrização por segunda intenção.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Laparotomia é indicada quando há suspeita de infecção profunda ou de órgão e espaço, deiscência fascial, peritonite ou complicação intra-abdominal. Um abscesso superficial de ferida deve ser abordado localmente.
B) Incorreta. Calor local pode aliviar desconforto ou favorecer drenagem espontânea de inflamações pequenas, mas não substitui abertura e esvaziamento de uma coleção purulenta estabelecida.
C) Correta (gabarito). Abscesso exige drenagem imediata para remover pus, reduzir carga bacteriana e controlar a fonte infecciosa. Neste caso, os sinais sistêmicos também justificam avaliar antibioticoterapia associada.
D) Incorreta. Analgesia trata o sintoma, mas mantém a coleção e permite progressão para celulite, deiscência, infecção profunda ou sepse.