As práticas da integralidade devem estar fundamentadas na definição ampliada de saúde, que demanda olhar e entender o adoecimento sob a ótica da complexidade,
A pegadinha é reduzir integralidade a oferecer muitos procedimentos; integralidade é adequar o cuidado à pessoa inteira.
Biomedicina faz parte do cuidado ampliado, mas não o esgota.
Plano integral articula prevenção, tratamento, reabilitação e contexto de vida.
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Contexto
Integralidade é princípio do SUS e atributo do cuidado que reconhece a pessoa para além de um órgão ou diagnóstico. O processo saúde-adoecimento resulta da interação entre biologia, condições de vida, trabalho, vínculos, afetos, cultura, gênero, raça, ambiente e acesso a recursos. Por isso, a abordagem precisa integrar componentes biológicos, psicológicos, sociais e afetivos.
Na prática, integralidade combina promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, com coordenação entre profissionais e serviços. Protocolos e conhecimento fisiopatológico são úteis, mas devem orientar, e não substituir, escuta, contextualização e construção compartilhada do plano.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A medicina anatomoclínica localiza lesões e relaciona sinais a alterações orgânicas, mas isoladamente não contempla experiência de adoecimento, contexto familiar e determinantes sociais.
B) Incorreta. Uso exaustivo de protocolos e medicamentos pode fragmentar o cuidado e produzir intervenções sem alinhamento com necessidades, preferências e capacidade real de adesão.
C) Correta (gabarito). Abordar dimensões psicossociais e afetivas junto aos aspectos biológicos representa o olhar ampliado exigido pela integralidade.
D) Incorreta. Fisiopatologia é necessária para a decisão clínica, mas conhecimento estrito dos mecanismos orgânicos não explica sozinho sofrimento, comportamento, acesso e resposta ao cuidado.