Menino de 7 anos é levado pelo responsável ao pronto socorro infantil com queixa de febre alta há cinco dias, associada à diarreia com presença de sangue, sem muco ou pus. Os exames complementares revelam anemia hemolítica grave, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina e isolamento da bactéria Escherichia coli O157:H7, produtora da toxina shiga.
STEC mais diarreia sanguinolenta: evite antibiótico e antidiarreico.
SHU típica é anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia e lesão renal aguda.
Hemácias podem ser transfundidas; plaquetas ficam para sangramento ou procedimento.
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Contexto
A síndrome hemolítico-urêmica típica apresenta a tríade de anemia hemolítica microangiopática, plaquetopenia e lesão renal aguda após diarreia, geralmente por Escherichia coli produtora de toxina Shiga. A toxina lesa endotélio, especialmente na microcirculação renal, desencadeando trombose e fragmentação de hemácias.
O CDC recomenda não administrar antibióticos na infecção por STEC, porque algumas classes podem aumentar liberação de toxina e risco de SHU. O tratamento é de suporte, com controle rigoroso de volume e pressão, transfusão de hemácias quando clinicamente indicada e diálise para sobrecarga, hipercalemia, acidose ou uremia. Plaquetas são evitadas na ausência de sangramento relevante ou procedimento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Antibióticos não são recomendados na infecção por STEC e podem aumentar a exposição à toxina Shiga.
B) Incorreta. A microangiopatia da SHU não é tratada com anticoagulação terapêutica de rotina. O risco hemorrágico é elevado pela plaquetopenia.
C) Incorreta. Transfusão de concentrado de hemácias é indicada em anemia grave, sintomática ou com repercussão. O volume deve ser administrado com cautela, mas não é contraindicação absoluta.
D) Incorreta. Uma parcela dos pacientes necessita de terapia dialítica, porém não a maioria obrigatoriamente. A indicação depende das complicações da lesão renal aguda.