A asma é uma doença crônica que acomete em torno de 10% da população de mulheres jovens e, consequentemente, pode complicar a gestação.
Gestante asmática deve manter controle adequado; não se retira beta2 agonista ou corticosteroide inalatório sem motivo.
Antileucotrieno é controlador, não medicação de crise.
Derivados do ergot podem causar broncoespasmo e vasoconstrição.
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Contexto
A gestação não é motivo para reduzir o tratamento da asma. A estratégia da GINA 2026 mantém corticosteroide inalatório e broncodilatadores indicados, pois exacerbação, hipóxia e asma mal controlada trazem mais risco materno-fetal do que os medicamentos usuais. Na crise aguda, utilizam-se broncodilatador beta2 de ação rápida ou esquema com corticosteroide inalatório e formoterol, oxigênio e corticosteroide sistêmico quando necessário.
Alcaloides do ergot, como ergotamina e derivados uterotônicos, podem provocar vasoconstrição intensa e broncoespasmo, devendo ser evitados em pacientes asmáticas. Além disso, ergotamina não é fármaco seguro na gestação por seus efeitos vasculares e uterotônicos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Antagonistas de leucotrieno são fármacos controladores e podem ser mantidos em pacientes selecionadas que já respondem a eles, mas não revertem uma crise aguda.
B) Correta (gabarito). Derivados do ergot podem desencadear broncoespasmo e vasoconstrição, razão pela qual são inadequados para a gestante asmática.
C) Incorreta. Beta2 agonistas são parte central do tratamento de resgate e não devem ser suspensos por receio genérico de taquicardia fetal. Doses excessivas podem causar efeitos maternos e fetais, mas isso não invalida o uso terapêutico correto.
D) Incorreta. Corticosteroide materno crônico não substitui betametasona ou dexametasona antenatal quando há risco de parto prematuro. A transferência placentária e o objetivo terapêutico são diferentes.