Trabalho de parto prematuro e RPMO

Acesso diretoComentada pelo MedBoard
Questão 54
UERJ · 2023

Gestante foi admitida na 29a semana de gravidez com queixa de dor em baixo ventre e perda de líquido. Ao exame obstétrico, apresentava metrossístoles 2/10’/20”, AFU = 27cm, BCF = 144bpm. Toque vaginal com colo em centralização, 70% apagado, 2cm dilatado, apresentação cefálica, líquido claro sem grumos. Iniciada ampicilina, azitromicina, betametasona e sulfato de magnésio, a paciente permaneceu internada em vigilância clínica materna e fetal. Com 34 semanas de gestação, foi encaminhada para indução do parto.

A medicação que deve ser repetida, nesse caso, é:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A paciente apresentou rotura prematura pré-termo de membranas às 29 semanas e recebeu quatro intervenções com objetivos distintos. Ampicilina e azitromicina compuseram o esquema de latência; betametasona promoveu maturação pulmonar; sulfato de magnésio foi administrado para neuroproteção diante da possibilidade de parto muito prematuro. Ao iniciar indução com 34 semanas, deve-se reavaliar a profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B.

Quando o estado de colonização é positivo ou desconhecido e não há cultura negativa válida, administra-se penicilina ou ampicilina durante o trabalho de parto. O antibiótico usado semanas antes para prolongar a latência não oferece proteção intraparto persistente. A questão pressupõe indicação de profilaxia e, por isso, determina repetir ampicilina. Se houvesse cultura recente negativa e nenhuma outra indicação, a necessidade seria individualizada.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A ampicilina deve ser reiniciada como profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B quando indicada, porque o esquema de latência já terminou.

B) Incorreta. Azitromicina integra o esquema de latência e não é a profilaxia padrão contra estreptococo do grupo B durante o parto.

C) Incorreta. Um curso de resgate de corticosteroide pode ser considerado em situações selecionadas antes de 34 semanas, quando o parto é provável em sete dias e o primeiro curso ocorreu há mais de 14 dias. Não é repetição automática no momento descrito.

D) Incorreta. Sulfato de magnésio para neuroproteção é usado quando o parto prematuro muito precoce é iminente, em geral antes de 32 semanas. Aos 34 semanas, não se repete com essa finalidade.

Bizu MedBoard
  • Antibiótico de latência não substitui profilaxia intraparto para EGB semanas depois.

  • Azitromicina prolonga latência; ampicilina no parto previne doença neonatal por EGB quando indicada.

  • Magnésio para neuroproteção não é rotina aos 34 semanas.

Estudar tudo por igual é o que faz o seu tempo não render.

A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.

O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.

Criar conta grátis
Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Trabalho de parto prematuro e RPMO” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
Treinar este tema →