Gestante foi admitida na 29a semana de gravidez com queixa de dor em baixo ventre e perda de líquido. Ao exame obstétrico, apresentava metrossístoles 2/10’/20”, AFU = 27cm, BCF = 144bpm. Toque vaginal com colo em centralização, 70% apagado, 2cm dilatado, apresentação cefálica, líquido claro sem grumos. Iniciada ampicilina, azitromicina, betametasona e sulfato de magnésio, a paciente permaneceu internada em vigilância clínica materna e fetal. Com 34 semanas de gestação, foi encaminhada para indução do parto.
Antibiótico de latência não substitui profilaxia intraparto para EGB semanas depois.
Azitromicina prolonga latência; ampicilina no parto previne doença neonatal por EGB quando indicada.
Magnésio para neuroproteção não é rotina aos 34 semanas.
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Contexto
A paciente apresentou rotura prematura pré-termo de membranas às 29 semanas e recebeu quatro intervenções com objetivos distintos. Ampicilina e azitromicina compuseram o esquema de latência; betametasona promoveu maturação pulmonar; sulfato de magnésio foi administrado para neuroproteção diante da possibilidade de parto muito prematuro. Ao iniciar indução com 34 semanas, deve-se reavaliar a profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B.
Quando o estado de colonização é positivo ou desconhecido e não há cultura negativa válida, administra-se penicilina ou ampicilina durante o trabalho de parto. O antibiótico usado semanas antes para prolongar a latência não oferece proteção intraparto persistente. A questão pressupõe indicação de profilaxia e, por isso, determina repetir ampicilina. Se houvesse cultura recente negativa e nenhuma outra indicação, a necessidade seria individualizada.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A ampicilina deve ser reiniciada como profilaxia intraparto para estreptococo do grupo B quando indicada, porque o esquema de latência já terminou.
B) Incorreta. Azitromicina integra o esquema de latência e não é a profilaxia padrão contra estreptococo do grupo B durante o parto.
C) Incorreta. Um curso de resgate de corticosteroide pode ser considerado em situações selecionadas antes de 34 semanas, quando o parto é provável em sete dias e o primeiro curso ocorreu há mais de 14 dias. Não é repetição automática no momento descrito.
D) Incorreta. Sulfato de magnésio para neuroproteção é usado quando o parto prematuro muito precoce é iminente, em geral antes de 32 semanas. Aos 34 semanas, não se repete com essa finalidade.