O médico de família e a enfermeira realizaram visita domiciliar a um homem de 58 anos, aposentado, comerciante, pai de dois filhos e viúvo há três anos. Ele está com câncer de próstata, e informa que realizou orquiectomia há cinco anos. Após episódio de dor óssea e retenção urinária, foi internado. Relata que recebeu alta hospitalar após colocação de sonda vesical e que lhe informaram não haver mais nada a se fazer. O quadro clínico foi considerado avançado, progressivo e sem perspectiva de tratamento curativo.
Em doença avançada, pergunte o que a pessoa entende, teme e espera.
Sem cura não significa sem tratamento: controle de sintomas e apoio continuam ativos.
Perguntas abertas revelam a experiência; perguntas fechadas refinam detalhes.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
Em doença avançada sem possibilidade de cura, ainda há muito a fazer: controlar dor e retenção, prevenir sofrimento, discutir objetivos e apoiar paciente e família. Uma dimensão central do método clínico centrado na pessoa é explorar ideias, sentimentos, expectativas e compreensão sobre a doença.
Perguntas abertas permitem descobrir o que o paciente entendeu da frase “não há mais nada a fazer”, quais medos possui e o que considera qualidade de vida. Isso orienta planejamento antecipado, cuidados paliativos e decisões coerentes com seus valores. Escuta da narrativa não intensifica necessariamente o sofrimento; frequentemente organiza a experiência e reduz abandono.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A patologia tem características específicas, mas o cuidado depende do contexto social, familiar, funcional e emocional da pessoa.
B) Incorreta. Recontar a história pode ter função diagnóstica e terapêutica. O profissional deve respeitar limites e ritmo, não silenciar a narrativa.
C) Incorreta. Perguntas objetivas são úteis para sintomas específicos, mas não bastam para compreender valores, sofrimento e expectativas. O encontro deve começar com espaço para perguntas abertas.
D) Correta (gabarito). Explorar o entendimento do paciente identifica falhas de comunicação, expectativas e prioridades que orientarão o cuidado paliativo.