Em uma população acima de 21 anos, no primeiro estudo, foi avaliado o percentual de pessoas com hipertensão arterial sistêmica (HAS). Depois disso, foi realizado um segundo estudo, seguindo todas as pessoas com mais de 21 anos sem hipertensão e buscando todos os casos que irão desenvolver hipertensão. Ao final de um ano, foi avaliado o percentual total de pessoas com HAS nessa nova população que foi seguida por um ano.
Fotografia de casos existentes é prevalência em estudo seccional.
Seguimento de pessoas inicialmente sem doença é coorte e mede incidência.
Prevalência depende de incidência e duração da doença.
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Contexto
Estudo seccional mede exposição e desfecho em um recorte temporal, funcionando como uma fotografia. Ao contar todas as pessoas que já têm hipertensão no momento da avaliação e dividir pela população examinada, estima-se prevalência.
O segundo estudo seleciona pessoas inicialmente sem hipertensão e as acompanha por um ano. Esse desenho longitudinal é uma coorte e identifica casos novos, permitindo calcular incidência cumulativa: número de novos hipertensos dividido pelo número de pessoas inicialmente sob risco. Se incorporasse o tempo individual de acompanhamento, poderia calcular densidade de incidência.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O primeiro estudo é seccional e mede prevalência; o segundo é uma coorte de pessoas livres da doença e mede incidência em um ano.
B) Incorreta. O primeiro não acompanha participantes e, portanto, não é coorte. O segundo possui seguimento e não é seccional.
C) Incorreta. Casos existentes em um corte geram prevalência, não incidência. O segundo desenho é coorte.
D) Incorreta. O segundo estudo não é uma nova fotografia isolada: ele observa o aparecimento de casos ao longo do tempo.