Mulher de 55 anos, casada, mãe de três filhos, é a segunda filha de uma prole de seis filhos. Pai e mãe já faleceram, ele de AVC e ela de câncer. A paciente apresenta múltiplas queixas. No último ano, chegou à UBS e após ações de detecção foi diagnosticado câncer de colo uterino. Realizou exame histopatológico e foi encaminhada para unidade de referência, onde foi submetida à cirurgia e quimioterapia. Porém, devido à apresentação de toxicidade ao tratamento e presença de metástase cerebral, foi modificada a proposta terapêutica.
Cuidado centrado na pessoa integra doença, experiência, contexto e plano compartilhado.
A mesma patologia pode ter significados e prioridades diferentes para pessoas diferentes.
Família participa quando a pessoa deseja, sem apagar sua autonomia.
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Contexto
A abordagem centrada na pessoa distingue a doença biomédica da experiência de adoecimento. No câncer avançado, toxicidade e mudança de objetivo terapêutico, o cuidado precisa incluir sintomas, medos, papéis familiares, valores e preferências. O plano só é efetivamente compartilhado quando existe compreensão e concordância da pessoa, respeitando sua autonomia.
O método também procura entender a pessoa como um todo, estabelecer prioridades compatíveis com o momento e fortalecer a relação terapêutica. Concordância não significa obrigar a paciente a aceitar uma opção, mas construir decisão informada e revisar o plano conforme objetivos e condições mudam.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Cuidado efetivo ultrapassa a patologia, explora a experiência de adoecimento e produz um plano compreendido e aceito pela paciente.
B) Incorreta. A natureza dos problemas influencia prioridades, mas o momento adequado, a capacidade emocional e a agenda da pessoa alteram o manejo e a comunicação.
C) Incorreta. A participação deve ser estimulada. O contexto familiar é relevante, porém não substitui a autonomia da paciente.
D) Incorreta. A experiência da doença é singular e depende de história, cultura, relações, expectativas e significado atribuído ao adoecer. Não é homogênea.