Lactente de 8 meses chega para primeira consulta na unidade básica de saúde, com história de mielomeningocele ao nascer, corrigida na maternidade. Também necessitou de colocação de derivação ventriculoperitoneal (DVP), devido à hidrocefalia. Ao exame físico, nota-se a presença de pé torto congênito.
Mielomeningocele exige pensar em bexiga neurogênica mesmo antes de surgirem sintomas urinários.
O objetivo urológico é manter bexiga de baixa pressão e preservar a função renal.
Hidrocefalia, Chiari II e deformidades dos membros inferiores são associações clássicas.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A mielomeningocele expõe ou lesa raízes e segmentos medulares, produzindo déficits motores, sensitivos e autonômicos abaixo da lesão. Hidrocefalia, malformação de Chiari tipo II e deformidades ortopédicas, como pé torto, são associações frequentes. O comprometimento das vias sacrais causa bexiga neurogênica, muitas vezes presente mesmo sem incontinência evidente no lactente.
A disfunção pode gerar pressão vesical elevada, refluxo, infecção urinária e dano renal silencioso. Por isso, a avaliação urológica começa precocemente com ultrassonografia, acompanhamento da função renal e estudo urodinâmico conforme protocolo. Cateterismo intermitente limpo e antimuscarínico são empregados quando necessários para manter baixa pressão e proteger os rins.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Rim policístico é doença genética renal independente e não integra o conjunto típico de malformações relacionadas à mielomeningocele.
B) Incorreta. Arritmias não são associação estrutural característica dos defeitos de fechamento do tubo neural.
C) Correta (gabarito). Bexiga neurogênica é consequência comum da lesão medular e exige vigilância para prevenir refluxo e deterioração renal.
D) Incorreta. Defeito do septo atrioventricular relaciona-se fortemente à síndrome de Down. Não é componente habitual da mielomeningocele.