Intestino delgado não obstruído: cefazolina; obstruído: acrescentar cobertura anaeróbia.
Profilaxia deve estar no tecido no momento da incisão e, em regra, não se prolonga no pós-operatório.
Espectro mais amplo não significa profilaxia melhor.
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Contexto
A profilaxia antimicrobiana deve cobrir a flora provável do campo no momento da incisão, com o menor espectro eficaz. Em cirurgia gastroduodenal de risco e em intestino delgado sem obstrução, a recomendação clássica é cefazolina, cefalosporina de primeira geração com boa atividade contra cocos gram-positivos e parte da flora entérica proximal.
A diretriz conjunta ASHP, IDSA, SIS e SHEA de 2013, ainda amplamente utilizada para profilaxia cirúrgica, recomenda cefazolina para intestino delgado não obstruído. A dose adulta habitual é 2 g intravenosos, ou 3 g quando o peso é igual ou superior a 120 kg, administrada até 60 minutos antes da incisão e repetida em operações prolongadas ou com grande perda sanguínea. Quando há obstrução, a flora se aproxima da colônica e deve-se acrescentar cobertura anaeróbia, como cefazolina mais metronidazol, ou usar cefoxitina.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Cefazolina oferece espectro suficiente para procedimentos gastroduodenais e de intestino delgado não obstruído, evitando ampliação desnecessária.
B) Incorreta. Ceftriaxona tem espectro mais amplo e meia-vida longa, mas não é a escolha profilática padrão desse cenário quando cefazolina é adequada.
C) Incorreta. Ampicilina com sulbactam cobre anaeróbios e gram-negativos de forma mais ampla. Pode ter usos institucionais específicos, mas excede a necessidade descrita.
D) Incorreta. Ciprofloxacina com metronidazol amplia cobertura para gram-negativos e anaeróbios e é mais compatível com alergias selecionadas ou procedimentos com flora colônica. Não é primeira escolha no intestino delgado não obstruído.