Adolescente de 13 anos, sexo masculino, comparece com a responsável à consulta ambulatorial com queixa de massa em região cervical esquerda de crescimento lento há três meses. Ao exame, palpa-se linfonodo único, medindo aproximadamente 3cm x 3,5cm, indolor e sem sinais flogísticos, lesões cutâneas ou outras linfonodomegalias associadas. Paciente nega perda ponderal, relata febre não aferida e sudorese noturna no período. O adolescente reside em apartamento, em área urbana, sem contato com animais ou terra no dia a dia.
Linfonodo grande, persistente, indolor e com sintomas B pede biópsia excisional.
Para linfoma, preservar arquitetura é decisivo; PAAF pode ser insuficiente.
Linfonodo inflamatório tende a ser doloroso e regressivo, ao contrário do padrão neoplásico.
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Contexto
Linfonodo cervical maior que 2 cm, persistente por três meses, indolor e sem sinais inflamatórios é suspeito para neoplasia. Febre e sudorese noturna reforçam sintomas constitucionais, embora precisem ser caracterizados. Em linfoma, o diagnóstico exige biópsia excisional do linfonodo, porque a arquitetura do tecido, a imunofenotipagem e os estudos moleculares são necessários para classificar corretamente a doença.
Punção aspirativa pode sugerir malignidade ou diagnosticar algumas infecções, mas frequentemente é insuficiente para avaliação inicial de linfoma. Devem ser solicitados hemograma, esfregaço, LDH, ácido úrico e imagem para estadiamento após confirmação. A biópsia deve priorizar o maior linfonodo acessível e evitar tecido necrótico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Leucemia pode causar adenomegalias, mas costuma vir acompanhada de alterações hematológicas, hepatoesplenomegalia, dor óssea ou acometimento disseminado. Medula óssea não é o primeiro exame para um linfonodo isolado suspeito.
B) Correta (gabarito). Linfoma é a hipótese mais provável, e a biópsia excisional preserva a arquitetura necessária para diagnóstico e subtipo.
C) Incorreta. Tuberculose ganglionar é diferencial possível, porém BAAR do escarro tem baixa utilidade para confirmar linfonodo cervical isolado sem doença pulmonar. O próprio linfonodo deve ser amostrado.
D) Incorreta. Paracoccidioidomicose é menos provável sem exposição epidemiológica e costuma causar adenomegalias múltiplas na forma juvenil. Além disso, punção isolada pode não excluir linfoma.