A hemorragia puerperal é a segunda causa de morte materna no Brasil, estando atrás apenas dos distúrbios hipertensivos.
Principal causa de hemorragia pós-parto: atonia uterina.
Útero flácido aponta para tônus; útero firme com sangramento aponta para trauma.
Quatro T: tônus, trauma, tecido e trombina.
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Contexto
A hemorragia pós-parto pode ser organizada pelos quatro T: tônus, trauma, tecido e trombina. A atonia uterina, falha de contração do miométrio após a dequitação, é a causa mais frequente. Sem contração adequada, as fibras uterinas não comprimem os vasos do leito placentário e ocorre sangramento volumoso.
A diretriz consolidada da OMS de 2025 enfatiza reconhecimento precoce, quantificação objetiva da perda e tratamento em pacote. Na atonia, inicia-se massagem uterina e uterotônico, geralmente ocitocina, ao mesmo tempo em que se avaliam lacerações, retenção placentária e coagulopatia. Ácido tranexâmico deve ser administrado precocemente quando há diagnóstico de hemorragia pós-parto, idealmente dentro de três horas do nascimento.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Atonia uterina é a causa mais comum e corresponde ao T de tônus. O útero costuma estar aumentado, amolecido e pouco contraído.
B) Incorreta. Restos placentários representam o T de tecido e impedem contração efetiva, mas são menos frequentes que atonia.
C) Incorreta. Distúrbios da coagulação correspondem ao T de trombina. Podem ser causa ou consequência de sangramento maciço, mas não lideram a frequência geral.
D) Incorreta. Lacerações correspondem ao T de trauma e devem ser suspeitadas quando o útero está firme, mas o sangramento persiste.