A menopausa é um fator de risco para a osteoporose, por causar diminuição da densidade óssea.
Pegadinha central: osteoporose pós-menopausa começa com perda trabecular, não cortical predominante.
Queda de estrogênio aumenta a razão RANKL/osteoprotegerina e ativa osteoclastos.
Osteoporose primária costuma ter cálcio e fosfatase alcalina normais.
Em pós-menopausa, o diagnóstico densitométrico usa T-score igual ou inferior a -2,5.
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Contexto
A deficiência estrogênica da pós-menopausa acelera a remodelação óssea. O estrogênio normalmente limita a expressão de RANKL e favorece a osteoprotegerina, que funciona como receptor-cebo. Com sua queda, ocorre aumento de RANKL e redução de osteoprotegerina, facilitando a ligação RANKL-RANK, a diferenciação dos osteoclastos e a reabsorção óssea.
A perda inicial pós-menopausa predomina no osso trabecular, especialmente vértebras e rádio distal. Na osteoporose primária, cálcio, fósforo e fosfatase alcalina costumam permanecer normais. O PCDT da Osteoporose do Ministério da Saúde de 2023 utiliza T-score igual ou inferior a -2,5 em sítios apropriados como critério densitométrico em mulheres pós-menopausa; o Z-score compara com pessoas da mesma idade e não é o critério diagnóstico principal nesse grupo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A fase acelerada após a menopausa compromete sobretudo osso trabecular, de maior superfície metabólica. A perda cortical ganha importância com o envelhecimento progressivo.
B) Incorreta. Hipocalcemia e fosfatase alcalina elevada sugerem outros distúrbios, como osteomalácia ou hiperparatireoidismo. Na osteoporose primária, o painel mineral costuma ser normal.
C) Incorreta. O ponto de corte é T-score igual ou inferior a -2,5, não obrigatoriamente menor que -2,5, e não se exige Z-score maior que -1 para firmar o diagnóstico em mulher pós-menopausa.
D) Correta (gabarito). A retirada do efeito estrogênico eleva RANKL, reduz osteoprotegerina e aumenta a atividade osteoclástica.