Todo recém-nascido com síndrome de Down deve fazer ecocardiograma.
Hipotireoidismo é comum e o TSH deve ser acompanhado regularmente.
Não se faz radiografia cervical anual de rotina em assintomáticos.
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Contexto
A Academia Americana de Pediatria, em orientação de 2022, recomenda que todo recém-nascido com síndrome de Down realize ecocardiograma pós-natal, mesmo que tenha feito avaliação fetal, porque aproximadamente metade apresenta cardiopatia congênita. Defeito do septo atrioventricular, comunicação interventricular e comunicação interatrial estão entre as lesões frequentes.
O seguimento também inclui curvas específicas de crescimento, triagem tireoidiana ao nascer, aos 6 e 12 meses e depois anualmente, além de vigilância auditiva, visual, hematológica e para apneia obstrutiva do sono. Radiografia cervical de rotina não é recomendada em crianças assintomáticas; sintomas de mielopatia ou dor cervical exigem avaliação direcionada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Instabilidade atlantoaxial não ocorre na maioria e radiografia anual desde o nascimento não é recomendada. Deve-se orientar sinais neurológicos e investigar quando houver sintomas ou indicação clínica específica.
B) Incorreta. A estatura média é menor que a da população geral, e curvas específicas ajudam a reconhecer desvios adicionais de crescimento.
C) Incorreta. A função tireoidiana deve ser acompanhada periodicamente, mas hipotireoidismo é muito mais comum que hipertireoidismo.
D) Correta (gabarito). Ecocardiograma é indicado pelo risco elevado de cardiopatias congênitas, inclusive quando o exame clínico não detecta sopro.