Courvoisier é icterícia obstrutiva mais vesícula palpável indolor, sugerindo malignidade distal.
Neoplasias periampulares e da cabeça pancreática são associações clássicas.
Vesícula dolorosa aponta para inflamação; vesícula indolor e distendida aponta para obstrução lenta.
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Contexto
O sinal de Courvoisier é a associação de icterícia obstrutiva com vesícula biliar palpável, distendida e geralmente indolor. Ele sugere obstrução lenta e distal da via biliar por neoplasia, permitindo que uma vesícula previamente não fibrosada se dilate. Os exemplos clássicos são tumor da cabeça do pâncreas, neoplasia ampular e colangiocarcinoma distal, todos incluídos no espectro periampular ou distal.
O sinal não é absoluto nem patognomônico. Cálculos crônicos costumam causar fibrose vesicular e impedir grande distensão, mas exceções existem. O valor da questão está em reconhecer o padrão de obstrução maligna progressiva, e não em tratar Courvoisier como regra sem falhas.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Diverticulite de sigmoide causa inflamação no quadrante inferior esquerdo e não produz o conjunto de icterícia obstrutiva com vesícula distendida.
B) Incorreta. Pancreatite crônica pode estenosar o colédoco distal e simular obstrução, mas não é a associação clássica do sinal. Além disso, inflamação crônica não corresponde diretamente a tumor periampular.
C) Correta (gabarito). Tumor periampular obstrui progressivamente o colédoco distal e permite distensão indolor da vesícula, formando o sinal de Courvoisier.
D) Incorreta. Colecistite aguda produz vesícula dolorosa, febre e sinal de Murphy. Não é o quadro de vesícula palpável indolor com icterícia progressiva.