Mulher de 58 anos, solteira e desempregada, tem um filho saudável. Seus dois irmãos são hipertensos, sendo um deles obeso e diabético, e o pai faleceu recentemente por acidente vascular encefálico. Procurou a APS com queixa de cefaleia e tonteira. Refere que não gosta de tomar remédios. Sabe que precisa fazer dieta e exercícios, mas não tem vontade para fazer nada desde a morte de seu pai. No exame físico, foi evidenciado IMC = 36 e PA = 160 x 90mmHg. Seus exames laboratoriais mostram colesterol elevado.
Adesão melhora quando o plano é construído com a pessoa, não imposto a ela.
Decisão compartilhada une evidência clínica, preferências e contexto de vida.
Antes de chamar de resistência, procure luto, depressão, custo e efeitos adversos.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
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Contexto
A adesão não depende apenas de escolher o fármaco mais potente. A paciente apresenta aversão a medicamentos, luto, desmotivação, desemprego e múltiplos riscos cardiovasculares. A estratégia central é decisão compartilhada: esclarecer riscos e benefícios, explorar preferências e barreiras, pactuar prioridades e construir metas viáveis.
O encontro também deve avaliar depressão, risco de suicídio, insegurança alimentar e capacidade de realizar mudanças. Pressão de 160 por 90 mmHg exige confirmação adequada e acompanhamento breve, não retorno em seis meses. Entrevista motivacional, linguagem não culpabilizante e plano progressivo aumentam autonomia e autocuidado.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Repetir receita e marcar retorno tardio ignora luto, baixa motivação e pressão elevada, além de não produzir entendimento ou compromisso com o plano.
B) Correta (gabarito). Esclarecer dúvidas, discutir alternativas e decidir em conjunto torna o tratamento clinicamente adequado e compatível com valores, recursos e disposição da paciente.
C) Incorreta. Especialistas podem ser necessários em situações específicas, mas o encaminhamento isolado não resolve adesão e pode fragmentar um problema manejável na APS.
D) Incorreta. Uma prescrição tecnicamente excelente pode fracassar quando é unilateral e não considera ambivalência, luto, custo e preferências.