Homem de 39 anos, com histórico de atopia e asma brônquica, apresenta tosse seca associada com broncoespasmo e episódios de dispneia há vários meses. Foi medicado com drogas via inalatória, tendo boa resposta. Recentemente, as crises têm ocorrido de duas a três vezes por semana. Algumas vezes, ele acorda durante a madrugada com acesso de tosse e dispneia. O paciente nega febre, emagrecimento e não percebe relação dos sintomas com o ambiente.
Pegadinha central: alívio do broncoespasmo não equivale a controle da asma; o esquema precisa conter corticoide inalatório.
Despertar noturno é marcador de controle inadequado e pesa na decisão de intensificar tratamento.
Formoterol pode atuar como controlador e alívio quando associado ao corticoide, por ter início de ação rápido.
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Contexto
O paciente apresenta sintomas duas a três vezes por semana e despertares noturnos, sinais de asma não adequadamente controlada. A GINA 2026 recomenda que todo adulto com asma receba tratamento contendo corticoide inalatório, porque broncodilatador isolado alivia o espasmo, mas não trata a inflamação nem reduz suficientemente o risco de exacerbação grave.
O formoterol é um beta-2 agonista de longa ação com início rápido, característica que permite sua associação ao corticoide inalatório tanto como controlador quanto, em esquemas específicos, como medicação de alívio. A intensidade do esquema depende da frequência real dos sintomas, dos despertares, das exacerbações, da técnica inalatória e da adesão. Entre as alternativas, a associação corticoide-formoterol é a única que combina tratamento anti-inflamatório e broncodilatação adequada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O ipratrópio é antimuscarínico de curta ação e tem papel principalmente como adjuvante em exacerbação moderada ou grave. Não substitui o beta-2 agonista de longa ação em terapia controladora crônica.
B) Correta (gabarito). O corticoide inalatório reduz inflamação e exacerbações, enquanto o formoterol promove broncodilatação prolongada com início rápido. É a combinação compatível com o controle de sintomas frequentes e noturnos.
C) Incorreta. O cromoglicato de sódio é menos eficaz que o corticoide inalatório e não integra os esquemas preferenciais atuais para controle de asma persistente em adultos.
D) Incorreta. Salbutamol e ipratrópio usados apenas durante sintomas tratam broncoconstrição episódica, mas deixam a inflamação brônquica sem controle. A GINA não recomenda tratamento exclusivo com broncodilatador de resgate para adultos com asma.