No Brasil, o uso de álcool é o 4o fator de risco para mortes prematuras e incapacidades. A síndrome de privação ou de abstinência é esperada no caso dos transtornos moderados a graves, com intensidades variáveis, toda vez que a alcoolemia cai.
Abstinência alcoólica: benzodiazepínico controla a síndrome e tiamina previne Wernicke.
Fenitoína não é profilaxia rotineira da convulsão de abstinência.
Evite clorpromazina pelo risco de convulsão e hipotensão.
Em hipoglicemia, ofereça glicose sem atraso, associando tiamina imediatamente.
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Contexto
A síndrome de abstinência alcoólica decorre da hiperatividade excitatória do sistema nervoso após queda da alcoolemia em pessoa adaptada ao efeito depressor crônico do álcool. O tratamento farmacológico dos sintomas moderados ou graves é baseado em benzodiazepínicos, enquanto a tiamina deve ser administrada para prevenir ou tratar encefalopatia de Wernicke.
A Linha de Cuidado do Ministério da Saúde recomenda tiamina parenteral em pessoas com desnutrição, má absorção ou risco de abstinência complicada. Os esquemas variam conforme risco e protocolo; a faixa de 100 a 300 mg por via intramuscular por alguns dias, apresentada na alternativa, é compatível com a conduta cobrada. Em hipoglicemia, a glicose não deve ser retardada, mas a tiamina deve ser administrada antes ou concomitantemente sempre que possível.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A reposição parenteral de vitamina B1 reduz o risco de Wernicke em pessoa dependente de álcool, especialmente quando há desnutrição ou abstinência moderada a grave.
B) Incorreta. Glicose hipertônica não é tratamento da abstinência, exceto quando existe hipoglicemia. Administrá-la repetidamente sem tiamina em pessoa deficiente pode precipitar ou agravar Wernicke.
C) Incorreta. Fenitoína não previne adequadamente crises provocadas pela abstinência, pois não corrige a hiperexcitabilidade característica. Benzodiazepínicos são a primeira escolha.
D) Incorreta. Clorpromazina não trata a fisiopatologia da abstinência e reduz o limiar convulsivo. Antipsicótico pode ser adjuvante excepcional em agitação ou psicose refratária, nunca substituto do benzodiazepínico.