O adequado seguimento pré-natal da gestante que convive com HIV é uma estratégia importante não só para diminuição do risco de transmissão vertical como também para redução de complicações na gestação.
HIV não obriga interromper a gestação na RPM pré-termo se não houver contraindicação ao manejo expectante.
Não se suspende TARV eficaz no primeiro trimestre.
Inibidor de protease mais ergotamina ou ergometrina pode causar vasoespasmo grave.
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Contexto
A gestante que vive com HIV deve manter terapia antirretroviral eficaz durante toda a gestação, receber vacinas indicadas e ter carga viral monitorada para definir medidas intraparto e neonatais. A infecção pelo HIV não elimina os benefícios obstétricos do manejo expectante da rotura prematura pré-termo de membranas antes de 34 semanas, desde que não existam corioamnionite, sofrimento fetal, descolamento placentário ou outra indicação de parto.
Nesse cenário, podem ser oferecidos antibióticos de latência e corticosteroide antenatal independentemente da carga viral. A carga viral continua essencial para prevenção da transmissão vertical, escolha do esquema intraparto e planejamento da via de parto, mas não é motivo isolado para negar latência. Derivados do ergot devem ser evitados com inibidores de protease potencializados, pois a inibição do CYP3A4 pode causar ergotismo, vasoespasmo e isquemia grave.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Vacinas inativadas contra influenza e hepatite B são recomendadas quando indicadas, inclusive em imunossupressão. CD4 baixo pode reduzir resposta vacinal, mas não transforma essas vacinas em contraindicação.
B) Incorreta. Terapia antirretroviral eficaz não deve ser suspensa no primeiro trimestre. Interrupção favorece rebote viral, resistência e transmissão vertical.
C) Correta (gabarito). Rotura prematura antes de 34 semanas pode receber manejo expectante, antibiótico de latência e corticosteroide, desde que mãe e feto estejam estáveis, sem depender de um corte de carga viral para essa decisão obstétrica.
D) Incorreta. Derivados do ergot podem interagir perigosamente com inibidores de protease e causar isquemia. Misoprostol não apresenta o problema descrito e pode ser usado conforme indicação obstétrica.