Tuberculose intestinal lembra região ileocecal: íleo terminal e ceco.
Estenose, espessamento e linfonodos necróticos podem simular Crohn ou câncer.
A prova costuma explorar localização e obstrução como complicação cirúrgica.
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Contexto
A tuberculose gastrointestinal pode atingir qualquer segmento do tubo digestivo, mas apresenta predileção pela região ileocecal, especialmente íleo terminal e ceco. A Diretriz de Tuberculose do Trato Digestivo da World Gastroenterology Organisation de 2021 descreve esse padrão como o mais comum. A preferência decorre de trânsito relativamente lento, maior contato do bacilo com a mucosa, abundância de tecido linfoide e intensa absorção local.
As lesões podem ser ulcerativas, hipertróficas ou ulcerohipertróficas. O processo transmural e granulomatoso produz espessamento, estenose, aderências e linfonodos com necrose central, criando diagnóstico diferencial com doença de Crohn e neoplasia ileocecal. A confirmação depende da integração entre endoscopia, biópsias para histologia, pesquisa microbiológica e testes moleculares, reconhecendo que a doença é frequentemente paucibacilar.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O íleo terminal integra a região ileocecal, principal localização da tuberculose intestinal.
B) Incorreta. O jejuno pode ser acometido, inclusive com estenoses múltiplas, mas é menos frequente que a região ileocecal.
C) Incorreta. O cólon pode apresentar tuberculose, porém o descendente não é o segmento predominante.
D) Incorreta. O apêndice pode participar de doença ileocecal ou, raramente, ser foco isolado. Não corresponde ao sítio mais comum.