A síndrome da realimentação é uma condição grave e potencialmente fatal da terapia nutricional em pacientes submetidos a períodos prolongados de jejum.
Pegadinha: a síndrome pode ocorrer com alimentação oral, enteral ou parenteral.
Fósforo é o marcador clássico, mas potássio, magnésio e tiamina também importam.
Previna com alimentação progressiva e monitorização estreita.
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Contexto
Após jejum ou desnutrição prolongada, o organismo mantém baixos níveis de insulina e utiliza gordura e proteína. A reintrodução de carboidratos eleva a insulina e desloca fosfato, potássio e magnésio para o meio intracelular, ao mesmo tempo que aumenta demanda por tiamina e promove retenção de sódio e água.
A alteração laboratorial mais característica é a hipofosfatemia. Fosfato baixo reduz ATP e 2,3-DPG, podendo causar fraqueza respiratória, insuficiência cardíaca, arritmia, hemólise, rabdomiólise, convulsão e delirium. O consenso ASPEN de 2020 define gravidade pela queda percentual de fósforo, potássio ou magnésio após o início da alimentação e pela presença de disfunção orgânica.
A prevenção exige reconhecer risco, administrar tiamina, corrigir eletrólitos, iniciar aporte energético de forma controlada e monitorar fósforo, potássio, magnésio, glicose e balanço hídrico.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O magnésio tende a cair por entrada celular e consumo metabólico, resultando em hipomagnesemia.
B) Correta (gabarito). Hipofosfatemia é a marca clássica e está diretamente relacionada às complicações neuromusculares e cardiopulmonares.
C) Incorreta. Alterações de sódio e retenção hídrica podem ocorrer, mas hiponatremia não define a síndrome.
D) Incorreta. O potássio migra para dentro das células, favorecendo hipocalemia, não hipercalemia.