Homem de 57 anos chega ao pronto-socorro com dor abdominal mesogástrica tipo cólica, que se tornou constante nas últimas seis horas. Ao exame físico, mostra-se febril e taquicárdico. O exame do abdômen mostra distensão e presença de hérnia umbilical encarcerada.
Pegadinha: encarceramento pode permitir tentativa de redução; estrangulamento exige cirurgia.
Dor constante, febre, taquicardia e sinais peritoneais sugerem isquemia.
Descompressão e analgesia não substituem o controle cirúrgico.
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Contexto
Hérnia encarcerada não pode ser reduzida espontaneamente. Quando a dor inicialmente em cólica torna-se constante e surgem febre, taquicardia e distensão, deve-se presumir estrangulamento, com comprometimento venoso, edema, isquemia arterial e possível necrose intestinal.
O tratamento é exploração cirúrgica urgente, após ressuscitação com acesso venoso, cristaloide, analgesia, antibiótico quando há suspeita de isquemia ou perfuração e descompressão gástrica se houver vômitos ou distensão importante. A viabilidade da alça é avaliada no intraoperatório, com ressecção se necessário.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Sonda nasogástrica reduz distensão e vômitos, mas é apenas medida de suporte e não libera a alça estrangulada.
B) Incorreta. Redução manual pode ser tentada em encarceramento recente sem sinais de estrangulamento. Febre, taquicardia e dor contínua contraindicam a manobra pelo risco de reduzir alça necrótica para a cavidade.
C) Incorreta. Ultrassonografia não deve atrasar operação quando o diagnóstico clínico de hérnia complicada é evidente.
D) Correta (gabarito). Os sinais sistêmicos e a mudança do padrão doloroso exigem exploração cirúrgica imediata.