Paciente de 32 anos, primigesta, procura atendimento na unidade de saúde para início de pré-natal com dez semanas de gravidez. Refere ter diabetes tipo 1 desde os 9 anos, apresentando gastroparesia e nefropatia diabética em tratamento conservador há cinco anos, com última proteinúria no valor de 2g/24 horas.
Pegadinha: aos dez semanas, planeje o AAS para começar a partir da 12ª semana.
Diabetes pré-gestacional e doença renal são fatores de alto risco independentes.
Sulfato de magnésio previne convulsão depois que a doença grave se manifesta.
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Contexto
Diabetes tipo 1 e doença renal crônica são fatores isolados de alto risco para pré-eclâmpsia. A nefropatia diabética com proteinúria de 2g em 24 horas aumenta ainda mais o risco de hipertensão, piora renal, restrição de crescimento fetal e parto prematuro.
ACOG e USPSTF recomendam ácido acetilsalicílico em baixa dose para gestantes com pelo menos um fator de alto risco. O início deve ocorrer entre 12 e 28 semanas, idealmente antes de 16 semanas, e ser mantido durante a gestação conforme protocolo. As doses utilizadas variam de 81 a 150mg ao dia. Como a paciente está com dez semanas, a prescrição deve ser programada para iniciar ao completar 12 semanas.
Também são necessários controle glicêmico intensivo, avaliação renal, monitorização da pressão e crescimento fetal. Suplementação de cálcio deve ser considerada quando a ingestão dietética é baixa, conforme protocolo local.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). AAS em baixa dose reduz o risco de pré-eclâmpsia em gestante de alto risco e deve ser iniciado a partir de 12 semanas, idealmente antes de 16.
B) Incorreta. Heparina é indicada para tromboembolismo, síndrome antifosfolípide e determinadas trombofilias, não para prevenção rotineira de pré-eclâmpsia em nefropatia diabética.
C) Incorreta. Sulfato de magnésio previne e trata convulsões na pré-eclâmpsia com sinais de gravidade e na eclâmpsia, mas não previne o surgimento da doença no primeiro trimestre.
D) Incorreta. Metformina não substitui insulina no diabetes tipo 1 e não é profilaxia estabelecida para pré-eclâmpsia nesse cenário.