Delirium, demência e polifarmácia no idoso

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Questão 100
UERJ · 2024

O uso excessivo de medicamentos constitui risco à saúde de pessoas mais idosas com comorbidades crescentes, sendo provavelmente mais ameaçador do que as doenças para as quais os fármacos são prescritos.

Sobre a abordagem da polifarmácia, é correto afirmar que:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Polifarmácia não é apenas contagem de medicamentos; o problema central é o uso de fármacos sem benefício atual, duplicados, incompatíveis com metas de cuidado ou com risco superior ao benefício. Pessoas idosas têm alterações farmacocinéticas, menor reserva renal e hepática, fragilidade e múltiplas interações, o que aumenta reações adversas. Os Critérios de Beers de 2023 e outras ferramentas de revisão apoiam, mas não substituem avaliação individual.

Medicamentos cardiovasculares estão frequentemente envolvidos em eventos adversos: diuréticos podem causar distúrbios eletrolíticos e hipotensão; anti-hipertensivos podem favorecer síncope e quedas; anticoagulantes aumentam sangramento; digoxina e antiarrítmicos exigem atenção a dose, função renal e interações. A abordagem inclui conciliação, indicação atual, meta terapêutica, benefício temporal, adesão, simplificação e desprescrição gradual ou imediata conforme o fármaco.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Fármacos cardiovasculares podem causar reações adversas clinicamente relevantes e devem ser revisados, embora não devam ser suspensos apenas por pertencerem a essa categoria.

B) Incorreta. Suspender sinvastatina não previne AVC. Desprescrição de estatina pode ser considerada em fragilidade avançada, expectativa de vida limitada ou ausência de benefício provável, mas exige decisão individual; a retirada não é recomendação universal baseada em forte evidência preventiva.

C) Incorreta. Prescrição em cascata ocorre quando um efeito adverso é interpretado como nova doença e recebe outro medicamento. Omeprazol associado a tiazídico não é exemplo típico nem indicação automática.

D) Incorreta. Algumas doenças aumentam complexidade terapêutica, mas a lista apresentada não constitui um conjunto validado de condições definidoras de reação adversa. Preditores mais diretos incluem número de fármacos, insuficiência renal ou hepática, fragilidade, demência, quedas prévias, interações e história de evento adverso.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é achar que medicamentos cardiovasculares são sempre protetores e não entram na revisão de risco.

  • Desprescrever é retirar de forma planejada o que perdeu indicação ou benefício, não suspender tudo pela idade.

  • Procure cascatas: novo sintoma após fármaco seguido de nova prescrição sem revisar a causa.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Delirium, demência e polifarmácia no idoso” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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