Gestante na 33a semana, com diagnóstico de pré-eclâmpsia, é atendida na maternidade com quadro de sangramento vaginal e de dor abdominal intensa iniciado há 30 minutos. Ao exame, verifica-se PA = 170 x 120mmHg, tônus uterino aumentado e BCF = 120bpm. Ao toque vaginal, identifica-se colo centralizado, 90% apagado, 3cm dilatado, cefálico, com sangramento vaginal intenso.
Pegadinha: DPP pode ter pouco sangramento externo e grande hemorragia oculta.
Dor, hipertonia e sangue escuro diferenciam DPP de placenta prévia.
Fibrinogênio baixo sinaliza coagulopatia e maior gravidade.
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Contexto
Dor abdominal intensa, sangramento vaginal, hipertonia uterina e hipertensão grave em gestante com pré-eclâmpsia caracterizam descolamento prematuro de placenta. A separação da placenta normalmente inserida causa hemorragia decidual, formação de hematoma retroplacentário e redução das trocas fetais.
Entre as complicações maternas estão choque hemorrágico, insuficiência renal, útero de Couvelaire, atonia uterina e coagulação intravascular disseminada. A liberação de fator tecidual e o consumo de fibrinogênio favorecem coagulopatia. A combinação de atonia e distúrbio de coagulação eleva o risco de hemorragia puerperal.
O diagnóstico é predominantemente clínico e a ultrassonografia normal não exclui o quadro. O manejo exige estabilização materna, hemograma, coagulograma com fibrinogênio, reserva de sangue e definição rápida da via de parto conforme estado materno-fetal e progressão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Rotura uterina associa-se principalmente a cicatriz uterina, trabalho de parto obstruído ou hiperestimulação, com perda da apresentação e alterações fetais. Não é a complicação típica do DPP.
B) Incorreta. Rotura de vasa prévia é diagnóstico diferencial de sangramento após rotura de membranas, geralmente indolor e acompanhado de deterioração fetal desproporcional.
C) Incorreta. Acretismo placentário é implantação anormal associada a placenta prévia e cicatrizes uterinas, não consequência do descolamento.
D) Correta (gabarito). DPP pode causar hemorragia puerperal por atonia, coagulopatia de consumo e grande perda sanguínea.