Lactente de 7 meses é levada a atendimento médico pela mãe por apresentar vários episódios diários de alterações motoras, descritas por ela como “sustos”, particularmente quando está com sono ou ao despertar. Ao exame, são observados múltiplos episódios de espasmos musculares em flexão do pescoço, tronco e membros.
Salvas de flexão ao despertar em lactente são espasmos infantis até prova em contrário.
EEG clássico: hipsarritmia.
ACTH ou corticoide em alta dose são primeira linha; vigabatrina ganha destaque na esclerose tuberosa.
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Contexto
Espasmos breves em flexão do pescoço, tronco e membros, repetidos em salvas ao adormecer ou despertar, são típicos de espasmos epilépticos infantis, tradicionalmente chamados síndrome de West quando associados a hipsarritmia e atraso ou regressão do desenvolvimento. O início costuma ocorrer entre 3 e 12 meses e exige tratamento urgente pelo risco de encefalopatia do desenvolvimento.
O eletroencefalograma clássico mostra hipsarritmia: atividade de base caótica, desorganizada, de alta voltagem, com ondas lentas e descargas multifocais. Terapia hormonal com ACTH ou prednisolona em alta dose é tratamento de primeira linha. Vigabatrina também é primeira linha, especialmente quando a etiologia é esclerose tuberosa. Entre as alternativas, a associação canônica é hipsarritmia com ACTH.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Reúne o padrão eletroencefalográfico típico e um tratamento inicial consagrado para espasmos infantis.
B) Incorreta. A hipsarritmia está correta, mas lamotrigina não é terapia inicial de escolha e sua titulação lenta é inadequada para uma encefalopatia epiléptica que exige controle rápido.
C) Incorreta. ACTH pode ser indicado, porém polipontas temporais não correspondem ao padrão difuso, caótico e de alta voltagem esperado.
D) Incorreta. Vigabatrina tem papel importante, sobretudo na esclerose tuberosa, mas a alternativa erra o achado eletroencefalográfico.